No vídeo citado por Décio Lima, ele comenta sobre a prisão de 17 prefeitos na Operação Mensageiro e sobre a suposta trama de assassinar a desembargadora responsável pelas prisões
Pré-candidato afirma que PL encaminhou ação judicial após citar prefeitos presosFoto: Décio Lima/deciolima/Instagram
O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina e ex-presidente do Sebrae, Décio Lima (PT), afirmou nesta terça-feira (14) que recebeu uma notificação judicial do Partido Liberal (PL) de Santa Catarina após publicar um vídeo comentando sobre os 17 prefeitos presos na Operação Mensageiro.
No mesmo vídeo, Décio comenta sobre a suposta trama para matar a desembargadora responsável pela prisão dos chefes do executivo.
Em uma publicação nas redes sociais, Décio apresentou o documento que, segundo ele, foi enviado pelo partido e afirmou que a medida estaria relacionada ao vídeo em que mencionou as prisões de gestores públicos durante a investigação.
“Olha só o que eu acabei de receber, uma notificação judicial do PL, o partido do governador Jorginho, contra um vídeo meu falando dos prefeitos presos em Santa Catarina”, declarou.
No vídeo citado, o Décio menciona a atuação da desembargadora responsável por decisões judiciais relacionadas à operação e afirma que ela teria sido alvo de um suposto plano de assassinato, informação que foi divulgada pelo TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).
No vídeo, Décio Lima criticou a iniciativa do partido e afirmou que a legenda estaria tentando impedir a divulgação das informações relacionadas ao caso.
Na sequência, Décio Lima faz críticas políticas e afirma que parte dos prefeitos presos na Operação Mensageiro teria ligação com o bolsonarismo. O pré-candidato também questiona a ausência de manifestações de lideranças políticas desse grupo sobre o caso.
Deflagrada em 2022, a Operação Mensageiro investiga suspeitas de corrupção envolvendo contratos públicos de coleta e destinação de lixo em municípios de Santa Catarina. A investigação teve como alvo agentes públicos e empresários suspeitos de participação em um esquema envolvendo serviços de resíduos sólidos.
O caso ganhou repercussão estadual após prisões e afastamentos de prefeitos catarinenses durante as fases da operação. As medidas judiciais atingiram gestores de diferentes municípios e partidos políticos.
A investigação avançou com denúncias e processos na Justiça, tornando a Operação Mensageiro um dos principais casos envolvendo suspeitas de corrupção em administrações municipais de Santa Catarina nos últimos anos.
O caso também passou a ter repercussão política no Estado, sendo citado por lideranças partidárias em debates sobre corrupção, gestão pública e atuação do Judiciário.
Fonte: ND Mais