Atualmente 41.581 pessoas vivem com HIV/Aids em Santa Catarina. Os dados são da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). No entanto, a doença pode ser prevenida, e os métodos de prevenção avançaram nos últimos anos.
A resposta para a prevenção, que também pode ser feita de outras maneiras como o uso do preservativo, pode estar na PreP (Profilaxia Pré-Exposição). A medicação começou a ser disponibilizada em todo o país em 2013, e apresenta bons resultados contra a doença.
Disponível gratuitamente no SUS (Sistema Único de Saúde), o medicamento é tomado antes da relação sexual. Estes remédios permitem ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV.
De acordo com o site oficial do Ministério da Saúde, a PrEP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) que bloqueiam alguns “caminhos” que o HIV usa para infectar o organismo. Existem duas modalidades de PrEP indicadas: a PrEP diária e a PrEP sob demanda.
Tomada diária dos comprimidos, de forma contínua, indicada para qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade ao HIV.
Tomada da PrEP somente quando a pessoa tiver uma possível exposição de risco ao HIV. Ela deve ser utilizada com a tomada de 2 comprimidos de 2 a 24 horas antes da relação sexual, + 1 comprimido 24 horas após a dose inicial de dois comprimidos + 1 comprimido 24 horas após a segunda dose.
A PrEP sob demanda é indicada para pessoas que tenham habitualmente relação sexual com frequência menor do que duas vezes por semana e que consigam planejar quando a relação sexual irá ocorrer.
Em todo o Estado o medicamento é fornecido através dos serviços de saúde, no entanto, cada cidade tem um local específico. No site do Ministério da Saúde é possível acompanhar uma listagem de locais que disponibilizam o medicamento. Clique aqui e confira.
Em Florianópolis, há quatro ambulatórios que fornecem a medicação. Confira os endereços:
Atualmente 1765 pessoas fazem o uso do medicamento na cidade. Para começar a fazer uso do remédio, é possível agendar uma consulta gratuita por meio deste formulário.
De acordo com o médico infectologista, ex-coordenador nacional de HIV/Aids do Ministério da Saúde, Filipe Perini, há extensa evidência que comprova a redução do número de casos da doença com o uso da medicação.
“Claro que é o conjunto das ações/estratégias de prevenção combinada que reduzem a incidência de infecções por HIV. Mas em termos de impacto, dimensão, a PrEP parece estar entre as mais potentes”, explica.
Questionada, a prefeitura de Florianópolis e o Estado relataram não possuir dados dessa relação de diminuição no número de novos casos. No entanto, há estudos científicos publicados em outros países, como explica o infectologista.
De acordo com o Ministério da Saúde, se você faz sexo anal passivo (é penetrado), a PrEP leva 7 dias para lhe proteger do HIV.
Já no tecido vaginal o medicamento demora mais para alcançar a concentração ideal de proteção. Por isso, a espera é de 21 dias para contar com a PrEP para relações vaginais.
Não há dados sobre quanto tempo o medicamento leva para proteger a mucosa do pênis.
Fonte: Rádio Videira