Na região, um paciente também foi confirmado com a doença. Conforme a Saúde, não há transmissão de pessoa para pessoa
Santa Catarina registrou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental desde que há registros da doença no Estado. A confirmação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta segunda-feira (24). A vítima era uma mulher de 77 anos, que morreu no dia 8 de agosto, em Imbituba, no Sul catarinense.
Além do óbito, outro caso da doença foi confirmado em Santa Catarina. Trata-se de um homem de 56 anos, morador de Caçador, no Meio-Oeste. Ele apresentou manifestações neurológicas, mas já recebeu alta hospitalar.
Os dois casos permanecem sob investigação epidemiológica. Conforme a SES, o objetivo é identificar os possíveis locais de infecção e compreender melhor a circulação do vírus e sua relação com os quadros clínicos registrados.
A Febre do Nilo Ocidental é provocada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero _Culex_, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas. As aves silvestres são consideradas os principais hospedeiros naturais do vírus.
Após picar uma ave infectada, o mosquito pode transmitir o vírus para seres humanos e outros mamíferos, como cavalos e primatas. A Secretaria de Estado da Saúde destaca que não há transmissão de pessoa para pessoa, nem contágio direto de aves para seres humanos.
A infecção pode não provocar sintomas ou apresentar manifestações leves. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem algum sinal da doença.
Nos quadros mais leves, podem ocorrer febre de início súbito, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor nos olhos, dor de cabeça, dores musculares, manchas avermelhadas na pele e aumento dos gânglios.
Em uma parcela muito pequena dos infectados, a doença pode evoluir para formas graves, com comprometimento do sistema nervoso. Entre as complicações estão meningite, encefalite e paralisia flácida aguda.
A orientação da SES é para que pessoas com febre acompanhada de sintomas neurológicos, como confusão mental, alteração da consciência ou fraqueza, procurem atendimento médico. Também é importante informar ao profissional de saúde caso tenha ocorrido exposição a mosquitos.
O diagnóstico é realizado por meio de exame de sangue, que deve ser feito o quanto antes diante da suspeita.
A primeira morte registrada em Santa Catarina e a confirmação de um caso no Meio-Oeste ampliam a atenção das autoridades de saúde para a circulação do vírus no Estado. A investigação dos casos continua para determinar onde e como ocorreram as infecções.
Com informações/fonte: Éder Luiz Notícias.