• 2 de setembro de 2026

CNC e Fecomércio SC lançam campanha contra votação da PEC do 6x1

Entidades pedem cautela ao Senado e alertam para efeitos sobre empregos, custos e competitividade

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Comércio, serviços e turismo fazem apelo para que PEC da 6×1 não seja votada antes das eleições. Foto: Divulgação

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com a Fecomércio SC e os sindicatos empresariais, lançou uma campanha para tentar barrar a votação, antes das eleições, da PEC que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6x1. O lema da mobilização é: “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.”

As entidades pedem que o Senado adie a análise da proposta e alegam que mudanças constitucionais desse tipo não devem ser votadas em um momento de fragilidade econômica. Para o setor produtivo, o país já enfrenta juros altos, crédito restrito, aumento do endividamento das famílias, inadimplência empresarial e queda dos investimentos.

Segundo CNC e Fecomércio SC, uma alteração nas regras trabalhistas pode elevar os custos operacionais das empresas, especialmente em segmentos em que mais de 90% dos trabalhadores atuam no regime 6x1. A avaliação das entidades é de que parte desse aumento pode ser repassada aos preços, pressionando a inflação e reduzindo a capacidade de contratação formal.

O grupo também relaciona a proposta a um cenário mais amplo de pressão sobre o varejo nacional, citando entre os fatores de preocupação o fim da chamada “Taxa das Blusinhas”. Na visão das entidades, a combinação de medidas pode favorecer a informalidade e enfraquecer ainda mais pequenos negócios.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou que a mudança exige responsabilidade, diálogo e análise técnica. Ele defendeu que uma decisão desse porte seja debatida com profundidade e criticou a pressa na votação às vésperas do processo eleitoral.

Já o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, destacou que Santa Catarina tem um setor terciário formado majoritariamente por micro e pequenas empresas, que seriam diretamente afetadas por mudanças abruptas na jornada. Segundo ele, qualquer alteração deve respeitar a realidade de cada segmento e preservar competitividade e empregos.

De acordo com a Fecomércio SC, um estudo da entidade aponta que o fim da escala 6x1 pode resultar na perda de 27 mil empregos apenas nos setores de comércio de bens, serviços e turismo no estado. Por isso, CNC e Fecomércio SC defendem que eventuais mudanças sejam construídas por meio de convenções coletivas, conforme a legislação trabalhista.

As entidades também alertam para os efeitos econômicos de medidas como a taxação de importações diretas e afirmam que esse tipo de debate precisa ser mais amplo e sem pressa eleitoral, para evitar prejuízos ao emprego e à atividade empresarial.

Com informações/fonte: RCN Online.

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