Em Santa Catarina, não faltará chocolate para todos os “gostos e bolsos” nesta Páscoa de 2023. No entanto, há uma mudança de comportamento nas compras dos catarinenses.
Segundo dados revelados por uma pesquisa da Fecormércio SC, houve um aumento de 56,7% nos últimos anos na procura por chocolates variados, como barras e caixas de bombons, e uma redução na busca pelos tradicionais ovos de Páscoa.
A pesquisa considerou dados coletados com 2.100 pessoas, entre os dias 01 e 16 de março de 2023, em sete cidades no Estado — Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joinville e Lages —, que revelaram que a busca por produtos artesanais, por exemplo, vem ganhando espaço e representou um crescimento de 24,3%.
Segundo o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, os empresários estão com ótimas expectativas. “A Páscoa dá a largada nas datas comemorativas do ano e aquece as vendas do comércio em geral“, comenta.
“Embora o chocolate seja praticamente unânime (87,7%), na hora de escolher o presente, brinquedos (6,0%) e vestuário/calçados (3,9%) também entram na lista dos consumidores”, ressalta Dagnoni.
Quando o assunto é intenção de compras dos consumidores na Páscoa, foi verificado uma redução em comparação com o mesmo período de 2022. Neste ano, a pesquisa apontou que a média de gasto do consumidor catarinense será de R$ 169,81 nesta Páscoa.

Em termos reais, a intenção de gasto médio é superior apenas ao de 2021, que era de R$ 149,93, o menor valor da série, e por isso, não recuperou o nível pré-pandemia sendo 15,5% inferior ao valor de 2019, com R$ 201,07 e 18,8% abaixo do de 2018 com R$ 209,22.
Outro dado importante na pesquisa de Páscoa, foi a preferência dos consumidores em fazer suas compras na semana que antecede a Páscoa. Das 2.100 pessoas ouvidas, 67% afirmou que fará suas compras na semana que antecede o feriado de 2 a 9 de abril.
O local com maior preferência do público para as compras de ovos e chocolates ainda continuam sendo os supermercados, com 49%. Comércio de rua também desponta interesse dos consumidores, representando 31,3% do público total.
Fonte: ND Mais