Eles afirmam que não querem que sua participação seja utilizada em uma propaganda que apresente apoio aos candidatos majoritários mencionados
Um grupo de candidatos a deputado estadual e federal pelo Progressistas de Santa Catarina encaminhou ao presidente estadual da legenda, Esperidião Amin, um ofício em que questiona a veiculação de um material de propaganda eleitoral que, segundo eles, teria sido alterado sem autorização para incluir referências aos candidatos João Rodrigues (PSD), ao governo do Estado, e Antídio Lunelli (MDB), ao Senado.
O documento, protocolado em 2 de setembro e assinado por 17 candidatos da chapa proporcional da Federação União Progressista, afirma que o programa originalmente gravado pelos candidatos foi modificado antes de sua veiculação no horário eleitoral gratuito. Segundo os signatários, foram inseridos símbolos dos dois candidatos majoritários sem que houvesse autorização dos participantes.
O episódio ganha peso político porque ocorre depois de meses de racha dentro do Progressistas catarinense em torno da disputa pelo governo do Estado. Uma ala do PP trabalhou para manter o partido na base de Jorginho Mello (PL) e chegou a mobilizar prefeitos e lideranças municipais em defesa da reeleição do governador.
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O movimento expôs a divisão interna da legenda. De um lado, lideranças como Pepê Collaço, José Milton Scheffer, Aldo Rosa, Silvio Dreveck e Leodegar Tiscoski defendiam a aproximação com Jorginho. De outro, Esperidião Amin conduziu o partido para a composição com PSD, MDB e União Brasil em torno da candidatura de João Rodrigues, mantendo seu próprio nome na disputa pelo Senado.
A divisão chegou a provocar mudanças no comando estadual do partido. Em março, Amin assumiu a presidência da Comissão Provisória Estadual após a saída de Leodegar Tiscoski, em meio à disputa interna sobre o posicionamento eleitoral da sigla.
No ofício, os candidatos afirmam que a alteração teria associado suas candidaturas a projetos políticos com os quais não concordam e classificam a situação como uso não consentido de imagem e do tempo de televisão destinado à chapa proporcional.
O grupo pede a Amin que determine a suspensão imediata da versão atualmente exibida e sua substituição pelo material originalmente gravado. Na versão solicitada, segundo o documento, não deveriam aparecer símbolos, imagens ou referências que indiquem apoio a João Rodrigues ou Antídio Lunelli. Os candidatos pedem que permaneça ao fundo apenas a imagem de Esperidião Amin.
Há ainda um segundo pedido, caso a primeira solicitação não seja atendida: a retirada da participação dos signatários dos programas eleitorais oficiais de televisão. Eles afirmam que não querem que sua participação seja utilizada em uma propaganda que apresente apoio aos candidatos majoritários mencionados.
O documento termina registrando que a eventual manutenção do material, sem o atendimento aos pedidos apresentados, não deverá ser interpretada como concordância dos candidatos com o conteúdo exibido.
A questão ocorre poucos dias depois do início do horário eleitoral gratuito em Santa Catarina. A propaganda começou em 28 de agosto e, para os cargos de governador, senador e deputado estadual, é exibida às segundas, quartas e sextas-feiras. O plano de mídia é organizado pela Justiça Eleitoral, enquanto os materiais são encaminhados pelos partidos, federações ou coligações às emissoras responsáveis pela geração do sinal.
Com informações/fonte: ND Mais.