Bolsonaro prestou depoimento sobre arma apreendida durante blitz
Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) disse que não podia ficar desarmado pois estava com três mulheres em casaFoto: Gustavo Moreno/STF/Reprodução/ND Mais
Em depoimento à polícia sobre arma apreendida durante blitz, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que não poderia ficar desarmado porque estava com três mulheres em casa, onde cumpre prisão domiciliar em Brasília.
A afirmação consta em decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, em que dá 48 horas para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre se o ex-presidente cometeu falta disciplinar grave ao manter a arma consigo.
Em sua decisão, Moraes revela que, ao prestar depoimento sobre o caso, na tarde de ontem, Bolsonaro confirmou que a arma é sua e está devidamente registrada.
Além disso, o ex-presidente manteve a arma consigo porque “tinha três mulheres em casa” e, portanto, “não poderia ficar desarmado”.
Segundo a Lei de Execução Penal, comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem.
Moraes dá 48 horas para que PGR justifique arma apreendidaFoto: Reprodução/ND Mais
O advogado Paulo Cunha Bueno confirmou, nas redes sociais, que a arma pertence a Bolsonaro.
“E tendo em vista que não houve determinação de cancelamento de seu registro e [para a] entrega da arma, esta deveria, de fato, estar em seu endereço residencial, onde [Bolsonaro] hodiernamente [atualmente] se encontra custodiado”, escreveu Bueno, confirmando que foi o ex-presidente quem, ao manusear a pistola, constatou que ela estava com problema.
“Razão pela qual solicitou a um dos seus seguranças, sargento do Exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema”, escreveu Bueno.
“Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático [de menor relevância penal]”, concluiu o advogado, assegurando confiar no arquivamento do inquérito da Polícia Civil.
Fonte: ND Mais