Anvisa autorizou a retomada das atividades da fábrica da Ypê em Amparo (SP), mas alguns lotes seguem vetados por risco de contaminação bacteriana
Os produtos da Ypê proibidos pela Anvisa incluem detergentes, sabões líquidos e desinfetantesFoto: Joédson Alves/Agência Brasil
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou, no sábado (29), a retomada das atividades da fábrica da Ypê em Amparo (SP) e liberou parte dos produtos que estavam com venda e uso suspensos.
A decisão veio após uma nova vistoria técnica apontar que a unidade atende às exigências de segurança da agência.
Apesar disso, alguns lotes antigos de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes seguem proibidos por causa do risco de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa.
A boa notícia para os consumidores é que os produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026 já podem ser comprados e utilizados normalmente.
A liberação vale para itens como Lava-Roupas Líquido, Lava-Louças Líquido e Desinfetantes produzidos na fábrica de Amparo, inclusive aqueles identificados com final de lote “1”, desde que tenham sido fabricados a partir dessa data.
Produtos da Ypê fabricados a partir de 1º de abril de 2026 estão liberados para compra e usoFoto: Reprodução/ND Mais
Segundo a Anvisa, a fábrica voltou a operar porque comprovou que corrigiu os problemas apontados durante a investigação e agora atende às condições necessárias para produzir sem oferecer riscos sanitários.
Nem todos os itens entraram na liberação.
Detergentes, sabões líquidos e desinfetantes fabricados até 31 de março de 2026 e que tenham lote terminado em “1” são os produtos da Ypê proibidos para uso e comercialização.
A recomendação da Anvisa é que esses produtos não sejam utilizados. Quem tiver algum deles em casa deve mantê-lo fechado e guardado em local seguro. Também não é indicado descartá-lo no ralo ou na rede de esgoto.
Para identificar os produtos da Ypê proibidos, o consumidor deve verificar o código do lote impresso na embalagemFoto: Ypê/Divulgação
“Sabemos que essa situação traz transtornos, especialmente para consumidores, clientes e parceiros, e estamos trabalhando com prioridade para concluir essa etapa com responsabilidade e transparência”, comunicou a Ypê. Consumidores que preferirem podem solicitar a troca ou o ressarcimento dos produtos desses lotes.
A verificação pode ser feita diretamente na embalagem.
O consumidor deve procurar o código do lote impresso no plástico ou no rótulo do produto. Se a numeração terminar com o número “1” e a fabricação tiver ocorrido antes de abril de 2026, o item continua suspenso.
Essa é a principal informação que deve ser observada por quem deseja saber se o produto pode ser usado normalmente ou não.
Quem possui um dos lotes proibidos pode solicitar a troca ou o reembolso diretamente com a Ypê.
Para isso, a empresa orienta que o consumidor entre em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) com a embalagem em mãos.
Os canais disponíveis são:
A suspensão começou após denúncias apontarem a possível presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos fabricados na unidade de Amparo.
Durante a investigação, análises laboratoriais confirmaram a contaminação em alguns lotes. O micro-organismo pode provocar infecções, principalmente em pessoas mais vulneráveis ou com a imunidade comprometida.
O caso levou a Anvisa a interromper temporariamente a produção e a determinar o recolhimento preventivo dos produtos afetados.
A Anvisa manteve o veto aos produtos da Ypê proibidos fabricados antes de abril de 2026 com lote terminado em “1”Foto: Ypê/Divulgação
A retomada das atividades foi autorizada depois de uma nova inspeção realizada pela agência reguladora.
De acordo com o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a fábrica demonstrou que reúne as condições necessárias para operar com segurança.
“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, afirmou.
Após o episódio, a Ypê anunciou que pretende investir cerca de R$ 130 milhões na reestruturação da unidade de Amparo. A empresa também declarou que a presença da bactéria identificada nos testes não representa necessariamente um risco ao consumidor em todas as situações de uso.
Fonte: ND Mais