A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco afirmou nesta 4ª feira (1º) que o termo “buraco negro” é racista. Na declaração durante o programa da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) em comemoração ao mês da Consciência Negra, ela enfatizou a relevância do “letramento racial” para a identificação de linguajar preconceituoso.
Buraco negro, termo utilizado na astronomia para descrever uma área do espaço cuja força gravitacional é tão poderosa que até a luz é capturada, foi criticada por Franco por contribuir para o racismo sistêmico, provocando debates acalorados na internet. Contudo, várias outras expressões com conotações racistas vêm sendo gradativamente abandonadas ao longo do tempo. Confira uma lista dessas expressões.
Usado para indicar que a situação está ruim ou complicada, implicitamente associando a cor preta a algo negativo.
Este móvel comumente encontrado ao lado de camas tem seu nome originado na época da escravidão, onde “criado” referia-se ao escravo que ficava de prontidão durante a noite para servir seus senhores.
Reforça a ideia negativa atribuída à cor preta e à negritude.
Geralmente usado para descrever padrões de tecido inspirados em culturas africanas, o termo pode ser redutor e estereotipado, ignorando a diversidade e riqueza cultural.
Expressão que sexualiza e exotifica pessoas negras, associando a cor da pele a algo proibido ou errado.
Utilizado para descrever cabelos afro-texturizados como inferiores ou menos desejáveis, perpetuando padrões eurocêntricos de beleza.
Frase que ficou popular após uma música satírica dos anos 60, é utilizada para descrever algo confuso ou desorganizado, reforçando estereótipos sobre o comportamento dos negros.
Fonte: ND Mais