Crime ocorreu em abril de 2025 tirando a vida de Anderson Luis Chmiluk
Foto: Divulgação
Um homem e uma mulher, denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina por Homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual, enfrentam o Tribunal do Júri da Comarca de Canoinhas na quinta-feira, dia 29 de outubro. A sessão está agendada para começar às 9h para o julgamento de Luiz Mateus Teodoro e Magda Ticiane Miranda.
Conforme a denúncia da 4ª Promotoria de Justiça de Canoinhas, o episódio ocorreu na noite de 13 de abril de 2025, na casa da vítima Anderson Luis Chmiluk, situada em Três Barras. Relatos de testemunhas indicam que a motivação teria surgido após a mulher se sentir contrariada ao descobrir o interesse da vítima em se envolver com uma adolescente, em vez de manter um relacionamento com ela.
O Ministério Público argumenta que os réus atuaram em conjunto. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima sofreu ferimentos letais no tórax causados por golpes de arma branca.
Após o assassinato, os denunciados teriam utilizado o carro da própria vítima para transportar o corpo até uma área de mata em Canoinhas. Segundo a denúncia, o automóvel também foi incendiado posteriormente, com o objetivo de eliminar vestígios relacionados ao crime. Além disso, a acusação aponta que os réus teriam higienizado o local do fato para dificultar a coleta de provas.
A apuração identificou trocas de mensagens entre os envolvidos que demonstravam inquietação com o progresso das investigações. Segundo o relatório policial, conversas registradas após o crime revelavam o receio de que testemunhas pudessem ter presenciado os investigados na companhia da vítima.
O documento policial também aponta esforços para combinar versões e o medo de serem reconhecidos como as últimas pessoas a terem contato com a vítima antes do óbito.
O Promotor de Justiça Marcus Vinicius dos Santos, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Canoinhas, representará o Ministério Público. Ele defenderá a condenação dos réus por homicídio qualificado, citando o emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além dos crimes de ocultação de cadáver e fraude processual.
O julgamento ocorre no Fórum da Comarca de Canoinhas, referente ao processo número 5004390-63.2025.8.24.0015.
Fonte: Com informações de MPSC