Partidos políticos apostam em influencers digitais e impõe ao eleitor uma campanha do senta o dedo e compartilha em propostas vazias
Uma campanha do senta o dedo e compartilha que acende o alerta sobre o futuro do BrasilFoto: Paulo Cesar da Luz/ND Mais
A eleição de 2026 não é um playground, onde os pais descem para brincar com os filhos ou o espaço onde eles se livram do “problema” para respirar livremente sem responsabilidades. A campanha do senta o dedo e compartilha está aí.
Perdeu feio quem apostou que a eleição de internet estaria fadada a 2018. Ela veio muito mais forte e com riscos iminentes à estrutura pública. A lacração deve predominar neste ano e isso acende o alerta sobre a falta de projeto de Estado.
Um dos nomes que surgiu no modelo da campanha senta o dedo e compartilha é do atual senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que lidera as pesquisas ao governo em Minas Gerais. Ele mantém a produção de conteúdo e faz críticas ao mesmo sistema que integra atualmente, que é o Congresso Nacional.
No viés de influencers, recentemente, o produtor de conteúdo digital Rico Melquiades se filiou ao PSDB de Alagoas e defendeu pautas “humorísticas” na Câmara Federal. Mas tem Gracyanne Barbosa (Republicanos-RJ), que busca uma vaga no Legislativo.
De olho no poder, partidos escolhem influencers digitais para aumentar representatividade no LegislativoFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Tem ainda nomes como Ben Mendes (União-MG), que pretende disputar o governo, Wilker Leão (Novo-DF), o ex-jogador Edmundo (PSDB-RJ), Eliana Franco (PSD-AM) e outros nomes que compõem uma extensa lista de nomes de quem vive no mundo digital mas quer disputar cargos políticos no mundo real.
O volume de seguidores, a popularidade mas a falta de pautas na campanha do senta o dedo e compartilha põe em xeque nomes potenciais que podem repetir os já existentes que pouco entregam nos Estados ou em Brasília. Não basta gritar nas redes sociais, é necessária prática e responsabilidade com o cargo que buscam.
Fonte: ND Mais