Santa Catarina tem 17 municípios com alerta alto (vermelho) para a Covid-19, segundo a nova matriz divulgada pela SES (Secretaria de Saúde de Santa Catarina) nesta segunda-feira (25). O mapa mostra a situação da pandemia em cada uma das 295 cidades do Estado.
Outros 154 municípios estão no alerta médio (amarelo) para o coronavírus e 124, no baixo (verde). A matriz é referente à semana do dia 10 a 16 de abril.
O resultado é determinado por meio da observação de quatro aspectos: a taxa de casos de Covid-19, a incidência de hospitalizações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e as coberturas vacinais.
Neste último é observado tanto o cumprimento do esquema primário (duas doses ou dose única) como a cobertura da dose de reforço. A dimensão vacinação de reforço de maiores de 18 anos foi o principal aspecto que impactou a classificação negativa.
Ao todo, 208 municípios de Santa Catarina registram baixas taxas, com coberturas abaixo de 60% do público alvo. Apenas oito municípios estão com taxa acima de 85% nesse quesito.
Veja o mapa:

Apenas quatro municípios estão em nível alto para a incidência de casos de Covid-19 – quando há mais de 20 casos a cada 100 mil habitantes. Na segunda categoria mais grave, amarela, estão sete municípios. A maior parte do Estado (282 cidades) foi classificada no nível verde.
Os quatro municípios em nível alto são Bandeirante, Águas Frias, Planalto Alegre e Zortéa.
Há dois municípios com mais de 200 casos de SRAG a cada 100 mil habitantes, se enquadrando no nível vermelho: Nova Itaberaba e Arroio Trinta. A síndrome é a manifestação mais grave da infecção por Covid-19. O mapa da SES mostra ainda 11 cidades no nível amarelo.
Santa Catarina registrou queda de 30,98% na média de novos casos diários da Covid-19, revela estudo da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) divulgado no último sábado (23).
O boletim divulgado Necat (Núcleo de Estudos de Economia Catarinense) leva em conta os registros apresentados pelo governo estadual entre os dias 16 de abril até a última sexta-feira (22), e mostra que a média de casos caiu de 978 para 675 confirmados diariamente ao final da semana analisada.
Um estudo realizado pela USP (Universidade de São Paulo), em parceira com o Instituto de Química e o Hospital Sírio Libanês aponta que novas variantes da Covid-19 podem chegar nos próximos meses.
Foram analisados diversos aspectos do vírus, como seu potencial de mutação, a capacidade de controle do sistema imune, a transmissibilidade e a eficácia das vacinas.
“A principal conclusão a que chegamos é que não devemos deixar o vírus circular, porque não sabemos como serão as variantes nos próximos meses”, afirma Cristiane Guzzo, professora do Departamento de Microbiologia do ICB-USP e pesquisadora principal do artigo.
A pesquisadora alerta que é um erro acreditar que a pandemia está sob controle e que não se trata mais de uma emergência sanitária, conforme anunciou o Ministério da Saúde na segunda-feira passada (18).
“Estamos em uma situação confortável para os próximos meses quando a imunidade criada pelas doses de reforço das vacinas e pelo alto índice de contaminação da Ômicron permanecerá alta. Mas depois a tendência é que as pessoas comecem a se infectar novamente e aí ficaremos sujeitos ao surgimento de variantes ainda mais contagiosas e fortes do que as que conhecemos, o que diminui a eficácia das vacinas”, explica a professora.
Fonte: ND Mais