Santa Catarina tem dez municípios infestados com o mosquito Aedes aegypti que apresentam alto risco de transmissão de dengue, zika e febre de chikungunya, segundo levantamento da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) divulgado nesta terça-feira (14).
Os dados do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) também mostram que 54 municípios (46,6%) apresentam médio risco e 52 (44,8%) baixo risco de transmissão das doenças transmitidas pelo mosquito.
A pesquisa, realizada em novembro, inspecionou mais de 52 mil locais com água parada, que são potenciais criadouros do mosquito. Os principais tipos de recipientes foram pratinhos de plantas e baldes (38,3%), lixo e sucata (31,4%) e os recipientes fixos como calhas e piscinas (13,1%).

A relação completa dos municípios de baixo e médio risco estão no boletim do LIRAa.
Nos municípios classificados como médio e alto risco, a ocorrência de surtos ou epidemias das doenças é maior. “Com essa situação, é fundamental a intensificação das ações de controle envolvendo outras áreas da gestão municipal e da sociedade, a fim de eliminar ou adequar locais que possam acumular água”, destaca Ivânia Folster, gerente de zoonoses da Dive.
Quando comparados com os dados do mesmo período do ano passado, houve um aumento no número de municípios considerados de médio risco, que passou de 35% para 46,6% dos municípios.
Além disso, os dados demonstram um aumento significativo nos municípios classificados em alto risco. Em novembro de 2020, cerca de 1% do municípios se enquadraram nessa classificação, enquanto neste ano houve um salto para 8,6% de cidades.
Os municípios considerados infestados pelo mosquito devem realizar o levantamento duas vezes ao ano, conforme definido na Estratégia Operacional do Estado. Nesse ano, 116 municípios participaram da atividade.
‘’O boletim nos mostra que é preciso reforçar os cuidados, como manter os quintais limpos e descartar corretamente o lixo. Apesar de esses recipientes serem os mais comuns, não podemos esquecer também dos outros. É importante manter a caixa d’água fechada e as calhas limpas, por exemplo’’, comenta João Augusto Brancher Fuck, diretor da DIVE/SC.
O controle do Aedes aegypti ainda é a melhor estratégia para evitar a transmissão de dengue, febre de chikungunya e zika vírus. A Dive elenca alguns cuidados fundamentais.
Fonte: ND Mais