A filiação do presidente Jair Bolsonaro no Partido Liberal já criou fatos novos na política nacional e no processo eleitoral de Santa Catarina neste fim de ano e nas projeções para 2022.
O prestigiado ato em Brasilia teve o primeiro destaque: a projeção do senador Jorginho Melo, o orador oficial para a saudação do novo e mais importante filiado na sigla do liberais. E saiu-se muito bem, recordando a Carta de Princípios de sua fundação e as inadiáveis reformas que hoje emperram o desenvolvimento do Brasil.
As previsões sobre os reflexos deste novo fato indicam que a bancada federal mudará de perfil. O PL, que hoje não tem nenhuma cadeira, passará a contar com 3: Daniel Freitas, Caroline de Toni e Coronel Armando, todos eleitos pelo 17 de Bolsonaro. O quarto, Fábio Schiochet, é uma incógnita.
Isto significa que o PL deverá ter o mesmo número de deputado que o MDB, também com três.
Na Assembleia Legislativa devem ocorrer alterações na correlação de forças, embora sem a mesma intensidade da Câmara Federal. A bancada do PL conta hoje com cinco deputados: Ivan Naatz, Marcius Machado, Mauricio Eskudlark, Nilso Berlanda e Sargento Lima. Pelos prognósticos, os deputados Ana Campagnolo e Jessé Lopes, que vinham conversando com o PTB, devem mesmo abrigar-se no PL. Os outros eleitos pelo PSL poderão ter rumos diferentes. O coronel Mocelin é um mistério, mas sua tendência é inscrever-se no mesmo partido do governador Moisés. O deputado Ricardo Alba está se filiando ao União Brasil para tentar uma vaga na Câmara Federal. O deputado Felipe Estevão deu sinais de que vai para o PTB.
O maior beneficiário da opção presidencial é, sem dúvida, o senador Jorginho Melo. Bolsonaro não deve declarar apoio oficial a sua candidatura ao governo estadual, mas suas declarações e os sinais que tem dado são mais do que explícitos de apoio ao presidente liberal.
Fonte: ND Mais