Assim como os chefes dos três poderes, os três senadores – também com exclusividade para o ND – se posicionaram sobre Sete de Setembro no atual contexto político.
“Nos dias atuais, o povo é o principal ator da data cívica. Sete de Setembro sinaliza o amadurecimento da nossa democracia. O sentimento democrático convida ao diálogo, ao respeito às opiniões divergentes, à tolerância, à diversidade.
Manifestando nossa inegociável defesa da democracia, estaremos renovando, nos nossos corações, o apreço pelas nossas instituições democráticas.
É nossa expectativa que o sentimento do Sete de Setembro possa iluminar nossas lideranças políticas no sentido de valorizar a manutenção do diálogo e da harmonia entre os poderes, a principal condição que se coloca para a superação de crises e a construção de um plano de desenvolvimento para o Brasil.” Dário Berger, senador
“Hoje se pergunta sobre o Sete de Setembro. Será que vai acontecer alguma coisa extravagante ou fora do normal? Pessoalmente, estou convencido de que nós teremos, sim, protestos.
Protestos tem havido, especialmente nos últimos anos, com a redemocratização. O Grito dos Excluídos, com manifestações de categorias que estejam com uma reinvindicação no momento de crise. Então, nós nos habituamos a este normal mais recente.
Agora temos a pandemia. E temos um momento de radicalização política. Mas eu confio, sinceramente, que neste Sete de Setembro, se Deus permitir, vai prevalecer a alma do brasileiro, com protesto ou sem protesto, temos que evitar confrontações e radicalismos.” Esperidião Amin, senador
“A eleição de 2018 trouxe o sentimento de que é possível aprimorar a democracia, a partir da participação mais ativa da população nas decisões políticas. Isso é um significativo avanço, mas algumas coisas ficaram como estavam.
Assistimos ao Supremo Tribunal Federal e alguns de seus ministros em uma batalha contra os demais poderes. Isso é uma afronta à democracia. Esse deveria ser o órgão garantidor da ordem e não o causador da desordem.
Na condição de senador não posso aceitar que o STF viva dias de Legislativo ou de Executivo. Do mesmo modo que o Legislativo, também, não pode viver dias de Executivo e Judiciário. É por este motivo que devemos nos manifestar, ordeiramente.” Jorginho Mello, senador
Altair Magagnin Jr., interino
Fonte: ND Mais