• 23 de outubro de 2026

Piloto do helicóptero que caiu com cantor Rick tinha quase 50 anos de experiência, mas copiloto somava menos de 6 horas no modelo

Relatório preliminar do Cenipa aponta histórico, mudança de rota e colisão contra encosta de morro; veja acidente envolvendo o cantor Rick

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Piloto de helicóptero que Cantor Rick morreu tinha longa experiência em voo Foto: Reprodução/ND Mais

O relatório preliminar da apuração sobre a queda do helicóptero que vitimou o cantor Rick Sollo detalhou os primeiros elementos levantados pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). O documento de 16 páginas foi formalizado na quarta-feira (21).

Conforme o órgão militar de investigação, a aeronave era homologada para operar com apenas um comandante a bordo, mas a operadora costumava escalar dois tripulantes. Como o copiloto titular não estava disponível na data, um freelancer foi contratado exclusivamente para a viagem. As licenças e os certificados médicos de ambos constavam como regulares.

A Caderneta Individual de Voo do piloto principal acumulava 739 horas e 27 minutos registradas entre 13 de janeiro de 2012 e 4 de dezembro de 2025, sendo 173 horas e 35 minutos no helicóptero de matrícula PP-MGR, envolvido no acidente.

No entanto, o currículo, datado em 3 de janeiro de 2022, indicava um total histórico de 11.313 horas de voo em helicópteros, sendo 856 horas no modelo acidentado. Ele obteve a licença de piloto privado em 2 de dezembro de 1976 e prestava serviços à operadora desde meados de agosto de 2026.

Em relação ao copiloto, o relatório registrou que ele não possuía habilitação para voo por instrumentos. Sua caderneta apontava 137 horas e 22 minutos de voo entre agosto de 2013 e julho de 2026, com apenas 5 horas e 55 minutos realizadas no modelo de helicóptero da ocorrência.

* 1 de 3 [](https://static.ndmais.com.br/2026/09/destrocos-da-aeronave-foram-encontrados-no-inicio-da-tarde-desta-terca-feira-22-1.jpg "Destroços do helicóptero que caiu com o cantor Rick e outras quatro pessoas na Serra de Santa Catarina - Nader Khalil/NDTV RECORD/ND Mais") * 2 de 3 [](https://static.ndmais.com.br/2026/09/destrocos-da-aeronave-foram-encontrados-no-inicio-da-tarde-desta-terca-feira-22.jpg "Destroços do helicóptero que caiu com o cantor Rick e outras quatro pessoas na Serra de Santa Catarina - José Filho/@JOS79255664/X") * 3 de 3 [](https://static.ndmais.com.br/2026/09/caixa-preta-helicoptero-rick-2-1300x731.jpg "Caixa-preta do helicóptero foi encontrada pelos investigadores - FAB/Divulgação/ND Mais")

Dinâmica do acidente que vitimou o cantor Rick teve alteração de rota e colisão em encosta

O relatório técnico reconstituiu a sequência do deslocamento da aeronave até o momento do impacto:

* Decolagem e mudança de planos: o helicóptero partiu do Aeródromo Costa Esmeralda, em Porto Belo, às 10h49 (13h49 UTC). Diante da chuva reportada na região de Criciúma, a tripulação e os ocupantes optaram por alterar o destino e seguir em direção a São Joaquim. * Contato com o tráfego aéreo: às 11h05 (14h05 UTC), os pilotos fizeram contato com o Controle do APP-FL (Controle de Aproximação de Florianópolis) solicitando prosseguir sob regras de voo visual a 1.000 pés de altura do solo. * Entrada em nuvens e impacto: imagens gravadas por um morador a 2,5 quilômetros do local mostram o helicóptero entrando em uma camada densa de nebulosidade às 11h32 (14h32 UTC). Instantes depois, o aparelho bateu contra a encosta de um morro a 5.531 pés (1.686 metros) de altitude, em área caracterizada por teto baixo e visibilidade restrita.

A comissão de peritos mantém análises laboratoriais nas memórias de componentes do sistema de navegação (GPS 500), telas de instrumentos eletrônicos e telefones celulares recolhidos pela Polícia Científica para identificar todos os fatores humanos, operacionais e materiais que contribuíram para a queda.

Proprietária de helicóptero envolvido no acidente com cantor Rick Sollo se pronuncia sobre relatório

Em comunicado oficial, a empresa proprietária da aeronave destacou o caráter preliminar do documento divulgado pelos investigadores:

_“A JTA Empreendimentos e Urbanismo, proprietária do helicóptero PP-MGR, esclarece que o Reporte Preliminar do Cenipa não apresenta conclusões sobre as causas do acidente ocorrido em Urubici (SC)._

_Embora algumas publicações associem a ocorrência ao mau tempo e a possíveis falhas mecânicas, essa relação não foi estabelecida pelo órgão. O documento reúne elementos ainda em análise e confirma que a aeronave estava com os registros de manutenção atualizados e o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido._

_A investigação permanece em andamento, sem qualquer hipótese descartada. Portanto, não há, até o momento, conclusão oficial que atribua a ocorrência a algum fator específico._

_A JTA segue colaborando integralmente com as autoridades e reforça que as informações devem ser tratadas com rigor, responsabilidade e respeito às vítimas e aos seus familiares.”_

Com informações/fonte: ND Mais.

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