• 30 de setembro de 2026

Verão com ‘supercalor’ de 36°C no Litoral e chuva acima da média no Oeste acende alerta a 83 dias da nova estação em SC

Com contagem regressiva de 84 dias para o início da estação, o verão 2026 em SC tem projeções que apontam ondas de calor sufocante

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Verão 2026 em SC: o que esperar da estação, por um especialista Foto: Reprodução/ND Mais

Faltam exatamente 83 dias para o início oficial do verão 2026, marcado para o dia 21 de dezembro, mas a previsão meteorológica já acende o sinal de alerta no litoral de Santa Catarina.

Para janeiro e fevereiro, a tendência aponta para episódios de calor extremo, com termômetros superando frequentemente as médias históricas e marcas que podem ultrapassar os 36°C nas praias catarinenses.

Calor intenso no Litoral e chuva acima da média no Oeste marcam o verão

Segundo o especialista Leandro Puchalski, o comportamento das chuvas no litoral deve ser mais seco em relação ao padrão da estação.

“Nessa época, o El Niño não tem grandes influências no litoral de Santa Catarina. A gente tem a chuva dentro do que é normal ou até, às vezes, chove menos do que o padrão, falando especificamente do litoral”, explica o meteorologista.

Ondas de calor e termômetros acima da média vão marcar a estação

Aliados ao menor volume de chuva na orla, os termômetros devem registrar marcas bem elevadas no pico da temporada, com episódios de calor persistente.

“A tendência é que a gente tenha o El Niño atuando ao longo do verão, mas para nós sem essa influência [de chuvas volumosas na orla]. E aí com as temperaturas podendo ficar até acima do que é o padrão, um verão quente como é a estação, até em alguns momentos com alguns períodos bem acima do normal”, alerta Puchalski.

* 1 de 6 [](https://static.ndmais.com.br/2026/09/el-nino-pode-chegar-proximo-a-100-no-inicio-da-primavera-frame-video.jpg "FRAME - El Niño pode chegar próximo a 100% no início da primavera - Tern/@1goodtern/X") * 2 de 6 [](https://static.ndmais.com.br/2026/09/super-el-nino-chega-a-97-de-chances-de-chegar-a-forca-maxima-entre-setembro-e-dezembro.jpg "Super El Niño chega a 97% de chances de chegar à força máxima entre setembro e dezembro - L.V.E/@LVEParusia/X") * 3 de 6 [](https://static.ndmais.com.br/2026/09/super-el-nino-1.jpg "Sobe para 95% a chance do Super El Niño atingir intensidade muito forte ainda em 2026, alerta Defesa Civil - Reprodução/ND Mais") * 4 de 6 [](https://static.ndmais.com.br/2026/09/fotos-ndmais-2026-09-04t214153053-1300x731.jpg "El Niño é caracterizado pelo sobreaquecimento das águas no Oceano Pacífico, e isso provoca mudanças climáticas severas em todo o planeta. - OMM/Divulgação/ND Mais") * 5 de 6 [](https://static.ndmais.com.br/2026/08/impactos-do-super-el-nino-podem-chegar-a-2027.jpg "Impactos do super El Niño podem chegar a 2027 - Reprodução/Fala Ciência/ND Mais") * 6 de 6 [](https://static.ndmais.com.br/2026/08/simepar-preve-impacto-do-el-nino-ate-2027-com-chuva-acima-da-media-no-sul-1300x731.jpg "Simepar prevê impacto do El Niño até 2027 com chuva acima da média no Sul - NASA/ND Mais")

O que é considerado normal para a estação e o que muda na prática

Para entender a dimensão do impacto projetado para a temporada, os dados históricos da Epagri/Ciram mostram o patamar do que costuma ser registrado no litoral durante o pico do verão:

* Padrão de Temperatura Histórico: A média das máximas para janeiro e fevereiro na faixa litorânea varia entre 28,5°C e 30,5°C. Com a projeção de marcas “acima do normal”, os dias de pico devem romper com facilidade a barreira dos 34°C a 36°C. * Padrão de Chuva Histórico: O acumulado normal fica entre 180 mm e 220 mm em janeiro e 160 mm a 200 mm em fevereiro. A previsão de chuvas abaixo da média indica maior sequência de dias ensolarados.

Panorama para o interior do Estado

Embora o litoral vá enfrentar um período de chuva dentro ou abaixo da média, a dinâmica para o restante do território catarinense exige atenção para a precipitação.

“Em termos de estado, de uma maneira geral, apesar de ser bem menos do que na primavera, a gente ainda continua com chuva acima do normal na boa parte das áreas, principalmente no Oeste “, detalha Puchalski.

Com informações/fonte: ND Mais.

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