Fiscalização com medidor de iluminância reprova veículos com película muito escura e exige a retirada imediata no local
Trabalhador coloca insulfilm no carro com medidas exatas para passar na blitz em 2026Foto: Imagem gerada por IA/ND
Instalar insulfilm no carro é uma prática extremamente comum entre os motoristas brasileiros. Seja em busca de maior proteção contra a incidência de raios solares, redução do calor no interior do veículo ou por motivos de segurança e privacidade nas grandes cidades, a aplicação desse acessório virou quase um item de série nos veículos nacionais.
Contudo, as autoridades intensificaram a fiscalização do uso de insulfilm no carro em operações de blitz. Utilizando o medidor de transmitância luminosa (conhecido popularmente como luxímetro ou fotômetro), os agentes de trânsito aferem exatamente a quantidade de luz que passa pelo vidro do veículo.
Se o resultado ficar abaixo do limite exigido pelas resoluções do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), o motorista é obrigado a raspar o material ali mesmo se quiser liberar o automóvel para seguir viagem.
Atenção na blitz: A verificação do insulfilm no carro é feita no conjunto final (vidro + película). Caso o medidor acuse uma transparência menor que o limite estabelecido por lei, a irregularidade é constatada imediatamente, independentemente do que consta na nota fiscal do serviço ou na película.
As diretrizes para o uso de Insulfilm no carro são regulamentadas pela Resolução CONTRAN nº 960/2022 e suas atualizações. A legislação divide a transparência exigida de acordo com a visibilidade indispensável para a condução do veículo:
Para-brisa e vidros laterais dianteiros: Exigem no mínimo 70% de transmitância luminosa. Isso significa que o conjunto do vidro com o Insulfilm no carro precisa deixar passar pelo menos 70% da luz solar. Películas muito escuras (como G5 ou G20) nesses vidros são proibidas por lei.
Vidros traseiros e vigia: Não possuem limite mínimo de transparência. É permitido aplicar películas mais escuras na parte de trás, desde que o automóvel possua espelhos retrovisores externos em ambos os lados e que o material não seja refletivo (espelhado).
Proibição de bolhas e deterioração: É vedado trafegar com bolhas de ar na película nas áreas críticas de visão do condutor. A presença de bolhas que afetem a dirigibilidade é considerada infração de trânsito, exigindo a substituição imediata.
Muitos condutores cometem erros na hora de personalizar o Insulfilm no carro por não levarem em consideração que a maioria dos vidros automotivos já sai de fábrica com uma leve tonalidade ou escurecimento.
Se o vidro original do automóvel já bloqueia cerca de 15% a 20% da luminosidade por si só, e o proprietário aplica uma película no limite de 70%, o resultado do conjunto ficará em torno de 60% de transmitância.
Nessa situação, ao ter o Insulfilm no carro aferido pelo medidor do fiscal, o veículo será reprovado por estar abaixo do mínimo exigido pela norma. Por essa razão, especialistas recomendam o uso de películas tecnológicas, como as de nano cerâmica, que oferecem alto bloqueio térmico mantendo elevada a transparência.
Transitar com o Insulfilm no carro em desacordo com os índices legais ou com materiais proibidos (como películas refletivas e espelhadas) configura infração grave de trânsito. As penalidades impostas pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro) incluem:
Na prática, durante a abordagem policial, caso o medidor comprove que o Insulfilm no carro está irregular, o condutor tem apenas duas opções: remover e raspar a película na hora com as próprias mãos para liberar o veículo ou aceitar que o carro seja guinchado para o pátio.
Para evitar transtornos, prejuízos e multas desnecessárias, a recomendação é checar a transparência da película em oficinas credenciadas antes de pegar a estrada.
Fonte: ND Mais