• 10 de julho de 2026

Com mais de 10 mil empregados em 2026, SC lidera geração de vagas para estrangeiros no país

Emprego para estrangeiros cresce 14% em 2026 e alcança o maior saldo já registrado nos primeiros cinco meses do ano em Santa Catarina

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Venezuelanos são os que mais preencheram as vagas para estrangeiros em Santa CatarinaFoto: Tony Winston/Agência Brasília/ND

Santa Catarina voltou a liderar o país na geração de empregos formais para trabalhadores estrangeiros. Entre janeiro e maio de 2026, o Estado registrou o saldo de 10,2 mil novas vagas com carteira assinada para pessoas de outros países, o maior resultado da série histórica para o período.

O desempenho ocorre em um momento de desaceleração do mercado de trabalho catarinense. Enquanto o saldo geral de empregos no Estado caiu 17% em relação aos cinco primeiros meses de 2025, a geração de vagas para estrangeiros cresceu 14%. Os números indicam que essa mão de obra tem ocupado parte das vagas que as empresas encontram dificuldade para preencher.

Segundo o presidente da FACISC (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina), Elson Otto, a contratação de trabalhadores estrangeiros reflete um problema recorrente enfrentado pelo setor produtivo.

“Nosso estado continua se destacando pela capacidade de gerar oportunidades, mas enfrenta um desafio crescente relacionado à disponibilidade de mão de obra. A contratação de trabalhadores estrangeiros tem sido fundamental para atender à demanda das empresas, manter a competitividade da economia e sustentar o desenvolvimento das diferentes regiões do estado”, afirma.

Perfil dos trabalhadores empregados

Os venezuelanos responderam por 43% do saldo de vagas registrado entre janeiro e maio. Na sequência aparecem haitianos (23%) e cubanos (19%). A maior parte desse fluxo está relacionada à chegada de pessoas que deixaram seus países por crises humanitárias e conseguiram inserção no mercado formal de trabalho em Santa Catarina.

O estado também foi o principal destino de venezuelanos atendidos pela estratégia de interiorização do Governo Federal, que promove a transferência voluntária de refugiados de Roraima para outras regiões do país. Entre janeiro e maio, cerca de 800 venezuelanos foram encaminhados para Santa Catarina, o equivalente a quase 20% do total nacional. Chapecó, Guatambu, Maravilha e Joinville concentraram boa parte dessas chegadas.

Venezuelanos são também o maior grupo de imigrantes de SC, mais de 70 mil vivem hoje no estadoFoto: Jeiseriel Cunha/ND MaisVenezuelanos são também o maior grupo de imigrantes de SC, mais de 70 mil vivem hoje no estadoFoto: Jeiseriel Cunha/ND Mais

Onde estão as vagas para estrangeiros

O Oeste catarinense registrou o maior saldo de empregos para estrangeiros no período, com 3,4 mil vagas. As contratações se concentraram principalmente nas indústrias de carne suína e de aves.

Entre as ocupações com maior demanda estão os magarefes, responsáveis pelo abate e preparação da carne, e os alimentadores de produção, que atuam nas etapas iniciais da linha industrial.

 Vale do Itajaí e Norte catarinense aparecem na sequência, com saldo conjunto de 3,5 mil vagas.

  • No Vale, Blumenau, Itajaí e Balneário Camboriú lideraram as contratações, impulsionadas pelo comércio varejista, supermercados, hipermercados e construção civil;
  • No Norte, Joinville e Jaraguá do Sul concentraram vagas em segmentos como metalurgia, fabricação de produtos plásticos, máquinas e equipamentos, indústria têxtil e serviços administrativos.

Magarefe é o profissional responsável pelo abate, desossa e processamento de animais para consumo, principal atuação dos estrangeiros no oeste catarinenseFoto: MPT-RS/Divulgação/ND MaisMagarefe é o profissional responsável pelo abate, desossa e processamento de animais para consumo, principal atuação dos estrangeiros no oeste catarinenseFoto: MPT-RS/Divulgação/ND Mais

Na Grande Florianópolis foram registrados 1,4 mil novos postos de trabalho, principalmente em São José e Palhoça. As vagas se concentraram em atividades de armazenamento, além dos setores de serviços administrativos e publicidade.

Sul e Serra responderam por um volume menor de contratações, mas apresentaram os maiores avanços em relação ao ano passado. O saldo de vagas cresceu 43% no Sul, com destaque para Criciúma e Içara e 182% na Serra, com destaque para São Joaquim e Lages.

  • Na Serra, a agropecuária concentrou a maior parte das admissões, especialmente em atividades ligadas ao cultivo de frutas e ao apoio à produção agrícola;
  • No Sul, o crescimento se dá em diferentes segmentos industriais, como laticínios, confecção e setor automotivo, além do comércio varejista.

Fonte: ND Mais

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