• 10 de julho de 2026

Uso de drogas e abandono de cargo motivam Governo de SC a realizar demissão em massa na segurança pública e saúde

Atos assinados pelo governador Jorginho Mello penalizam 17 profissionais após processos administrativos disciplinares por improbidade, inassiduidade e infrações funcionais

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Maior parte dos servidores demitidos em SC é da Segurança Pública e SaúdeFoto: Reprodução/Freepik/ND Mais

Dezessete servidores públicos estaduais tiveram suas demissões oficializadas em Santa Catarina na quinta-feira (9), após publicação no Diário Oficial. A ação atingiu órgãos de segurança pública e saúde com razões diversas, como abandono de cargo e outras condutas indevidas.

As demissões foram divididas em simples e qualificadas, sendo que esta última impede o ex-servidor de retornar à administração pública por um determinado período e é considerada uma penalidade severa, aplicada após a conclusão de PAD (Processo Administrativo Disciplinar).

Ao ND Mais, o Governo do Estado afirma adotar uma postura firme em relação ao  cumprimento da legislação e dos deveres funcionais dos servidores públicos. “Eventuais penalidades somente são aplicadas após a conclusão dos processos administrativos previstos em lei, com garantia do contraditório e da ampla defesa”, disse.

A administração ainda destaca o compromisso com a eficiência do serviço público, a assiduidade, o desempenho dos servidores e a correta aplicação dos recursos públicos.

“O objetivo é assegurar que a população receba serviços de qualidade, pautados pela responsabilidade, pela transparência e pelo respeito às normas que regem a administração pública”, concluiu.

Lista de servidores demitidos em SC tem justificativas previstas por lei

Legislação catarinense prevê justificativas para servidores demitidos em SCLegislação catarinense prevê justificativas de servidores demitidos em SCFoto: Divulgação/internet

Cada demissão é acompanhada de uma justificativa prevista pela legislação e foi assinada pelo governador do Estado, Jorginho Mello. Grande parte dos profissionais penalizados atuava na Polícia ou na enfermagem estadual.

A relação detalhada de motivos que envolvem os servidores demitidos em SC foi dividida em:

  • Abandono de cargo: quatro técnicos em enfermagem e um analista técnico em gestão e promoção de saúde;
  • Inassiduidade habitual (falta ao serviço, sem justificativa, por sessenta dias ou mais de forma intercalada dentro de um período de doze meses): dois técnicos em enfermagem e um auxiliar de enfermagem;
  • Acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas: uma auxiliar de enfermagem;
  • Condutas indevidas, uso ou comercialização de tóxicos e violação de sigilo: dois agentes de Polícia Civil;
  • Improbidade no exercício da função pública: um agente penitenciário temporário e um agente de Polícia Civil (sendo este um dos agentes também desligados por entregar-se ao uso de tóxicos ou comercializá-los e revelar — ou facilitar a revelação — de assuntos sigilosos em razão do cargo);
  • Sentença transitada em julgado: um agente de Polícia Civil em que o processo disciplinar já havia concluído pela demissão, mas que já tinha perdido o cargo por força de uma sentença penal;
  • Outras infrações descritas por artigos de lei, como propinas: dois policiais penais, um escrivão de polícia e um analista de sistemas.

Fonte: ND Mais

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