Do alambique ao copo, a tradição da cachaça ganha destaque em Santa Catarina e lei é sancionada consolidando o Dia Estadual da Cachaça em 8 de setembro; conheça a força da bebida no estado
Foto: Divulgação/Mafalda Press/ND Mais
Muito além de ingrediente da tradicional caipirinha, a cachaça faz parte da identidade cultural brasileira e tem em Santa Catarina um dos seus polos de produção artesanal. Para reconhecer essa tradição, o Estado sancionou nesta segunda-feira (6) a lei Nº 19.996 que institui o Dia Estadual da Cachaça Catarinense, celebrado em 8 de setembro.
A data busca fortalecer um setor que movimenta a agricultura familiar, impulsiona o turismo rural, preserva técnicas centenárias de produção e leva o nome de Santa Catarina a concursos nacionais e internacionais. A lei também incentiva boas práticas de fabricação, inovação e ações voltadas ao consumo responsável.
Santa Catarina é reconhecida nacionalmente pela qualidade de suas cachaças artesanais. Um dos maiores símbolos dessa tradição é Luiz Alves, conhecida como a Capital Nacional da Cachaça, onde diversos alambiques recebem visitantes durante todo o ano e integram roteiros turísticos.
Além do Vale do Itajaí, a produção também está presente em regiões como:
A Epagri mantém cursos e capacitações para produtores, auxiliando desde o cultivo da cana até a destilação, armazenamento e envelhecimento da bebida, fortalecendo principalmente a agricultura familiar.
A excelência da produção catarinense ganhou novo reconhecimento em 2026. A Cachaça Extra Premium, do Alambique Bylaardt, de Luiz Alves, foi eleita a Melhor Cachaça do Brasil no Ranking Cúpula da Cachaça 2026, uma das principais premiações do setor.
Produzida artesanalmente e envelhecida por 18 anos em barris de carvalho francês, a bebida superou mais de 150 rótulos de todo o país em uma avaliação que reuniu voto popular, análise técnica e degustação às cegas.
Santa Catarina frequentemente aparece entre os vencedores de concursos como:
Os alambiques catarinenses transformaram a produção em experiência turística. Em muitas propriedades o visitante pode:
Esse modelo fortalece o turismo rural, movimenta restaurantes, pousadas, cafés coloniais e o comércio local.
Não exatamente. Aguardente de cana é uma categoria mais ampla. Já a cachaça possui regulamentação própria:
“Pinga” é apenas um nome popular.
Luiz Alves é reconhecida como a Capital Catarinense da Cachaça desde 2018, título oficializado pela Lei Estadual nº 17.535. A tradição na produção artesanal da bebida levou à criação da Apcala (Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves), que, em parceria com a prefeitura, desenvolveu a Rota da Cachaça para valorizar a cultura e impulsionar o turismo no município.
O roteiro reúne dez alambiques familiares, onde os visitantes podem conhecer o processo de produção da cachaça, apreciar as paisagens rurais, participar de degustações e adquirir rótulos produzidos na cidade.
A experiência também destaca a história e a tradição das famílias que, há gerações, ajudam a consolidar Luiz Alves como uma das principais referências da cachaça artesanal no Brasil.
Roteiro indispensável para quem aprecia boa bebida, turismo de experiência ou deseja comprar a bebida para presentear.
A Rota da Cachaça é composta por 10 alambiques espalhados pela cidadeFoto: Prefeitura de Luiz Alves/Reprodução/ND Mais
Quem deseja conhecer de perto essa tradição em Santa Catarina não precisa esperar o Dia Estadual da Cachaça pra isso, afinal, mais de uma cidade estadual tem em seu portifólio turístico atrações relacionadas a bebida e uma maratona durante todo o ano cai bem. Entre as cidades estão:
Considerada a primeira bebida destilada produzida nas Américas. Mas apenas a bebida produzida no Brasil pode receber oficialmente o nome “cachaça”. O país possui milhares de marcas registradas.
A cachaça pode envelhecer em dezenas de tipos de madeira, muitas delas brasileiras, e Santa Catarina produz rótulos premiados internacionalmente e tem em Luiz Alves um dos maiores polos da bebida no país.
Fonte: ND Mais