• 24 de junho de 2026

Contra a Escócia, a Seleção Brasileira precisa elevar mais o nível de evolução e se impor

Melhora da Seleção Brasileira diante do Haiti foi evidente, porém o desafio contra a Escócia exige uma equipe mais criativa, dominante e convincente em campo, para vencer e terminar em primeiro

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Vini Jr, jogador que vem sendo decisivo na Seleção BrasileiraFoto: CBF/Divulgação

Depois de uma estreia complicada diante de Marrocos, a Seleção Brasileira chega para a terceira rodada da fase classificatória da Copa do Mundo diante da Escócia com a missão de confirmar a evolução apresentada na segunda partida e consolidar o primeiro lugar do grupo.

O empate contra os marroquinos acabou sendo compreendido dentro do contexto da partida. O Brasil enfrentou uma equipe que chegou ao Mundial credenciada pela excelente campanha na última Copa do Mundo, quando terminou na quarta colocação, além de ter sido semifinalista e, recentemente vice-campeã africana.

Era um adversário ajustado, competitivo e que já possuía uma identidade coletiva definida. Do lado brasileiro, o nervosismo da estreia ficou evidente. Faltou aproximação entre os setores, um jogo mais associativo e uma construção mais eficiente das jogadas desde a defesa até o ataque. Alguns jogadores também ficaram abaixo do esperado, casos de Raphinha, Casemiro, Ibanez e Douglas Santos. Diante das circunstâncias, o empate acabou não sendo um resultado ruim.

Já na segunda rodada, contra o Haiti, principalmente durante o primeiro tempo, foi possível observar uma evolução significativa. Danilo deu mais sustentação ao lado direito, Douglas Santos participou mais ofensivamente pela esquerda e Casemiro teve atuação mais presente no controle do meio-campo. Neste jogo Paquetá trouxe maior dinâmica ao setor ofensivo, auxiliando na criação de espaços e nos gatilhos de pressão no campo de ataque.

Outro destaque foi Vinícius Júnior. Além de marcar um dos gols da partida, participou intensamente das movimentações ofensivas, abrindo espaços e gerando desequilíbrios na defesa adversária. Matheus Cunha também teve atuação de destaque. Mais do que os gols marcados, chamou atenção pela capacidade de atuar entre linhas, participar do jogo apoiado e oferecer alternativas para a construção ofensiva. O resultado foi um Brasil mais coletivo, mais participativo e com melhor encaixe entre os setores.

Agora, diante da Escócia, o nível de exigência aumenta. Embora os escoceses estejam longe de serem considerados candidatos à classificação dentro do grupo, representam um desafio superior ao encontrado contra o Haiti. O principal traço da Escócia é a organização defensiva. Trata-se de uma seleção que normalmente atua em bloco compacto, com linhas próximas, forte jogo físico e muita disciplina tática. Não é uma equipe de grande posse de bola, mas costuma ser perigosa em transições rápidas e nas bolas paradas.

Os destaques individuais são jogadores experientes do futebol britânico: Andy Robertson, lateral-esquerdo e capitão da equipe; Scott McTominay, referência física e técnica do meio-campo; John McGinn, responsável por dar intensidade e chegada ao ataque e; Kieran Tierney, importante pela versatilidade defensiva.

E um dado histórico importante, o Brasil nunca perdeu em Copas para a Escócia. Em 74 empatou em 0 a 0, em 82 goleou por 4 a 1, em 90 vitória apertada por 1 a 0 e por fim, em 98 vitória por 2 a 1. Por isso, a equipe de Carlo Ancelotti precisa dar sequência ao crescimento apresentado e elevar ainda mais seu nível de atuação.

Existe a expectativa sobre possíveis mudanças na escalação. Com a lesão de Raphinha, a disputa pela vaga está entre Rayan e Luiz Henrique. Além disso, Casemiro e Douglas Santos estão pendurados com cartão amarelo, o que poderia levar o treinador a optar por Fabinho e Alex Sandro, respectivamente. Mas, pela coletiva desta terça (23), Ancelotti descartou poupar Casemiro e Douglas Santos e praticamente escalou Rayan no lugar de Raphinha.

Importante a Seleção Brasileira alcançar o primeiro lugar no grupo

Carlo Ancelotti quer a liderança da Seleção Brasileira do grupo C da Copa do Mundo contra a EscóciaCarlo Ancelotti quer a liderança da Seleção Brasileira do grupo C da Copa do Mundo contra a EscóciaFoto: Rafael Ribeiro, Nelson Terme/CBF

Ancelotti tem apostado em uma equipe organizada defensivamente, muitas vezes em bloco mais baixo, buscando equilíbrio por meio de transições rápidas e de uma maior participação conjunta entre meio-campistas, laterais e atacantes. O objetivo é fazer com que o Brasil ataque em bloco, ocupe melhor os espaços e seja mais perigoso no terço final do campo.

A vitória precisa ser consistente e sem grandes sustos, principalmente com uma atuação mais convincente. O Brasil precisa mostrar evolução coletiva, aumentar sua capacidade de criação e ser mais letal no setor ofensivo. Matheus Cunha, Vinícius Júnior, Paquetá, Danilo, além de Rayan, têm papel fundamental nesse processo.

Mais do que os três pontos, a partida vale a liderança do grupo e a possibilidade de evitar um cruzamento precoce contra a Holanda, adversária historicamente complicada para a Seleção Brasileira.

Nos 90 minutos de jogos de Copa do Mundo, o Brasil derrotou os holandeses apenas em 1994. Houve derrotas em 1974, 2010 e 2014, enquanto em 1998 a classificação veio somente nos pênaltis. Por isso, garantir a primeira colocação pode representar um caminho menos turbulento nas fases eliminatórias.

Antes de pensar nos confrontos futuros, porém, o desafio é confirmar em campo a evolução demonstrada até aqui e transformar o favoritismo diante da Escócia em uma atuação segura e convincente.

Fonte: ND Mais

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