Investigação aponta que suspeito utilizava supostos trabalhos espirituais para conquistar a confiança das vítimas
Foto: PCSC/Divulgação
Um homem apontado pela Polícia Civil como falso líder espiritual foi preso na tarde desta segunda-feira (22), em São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina. Ele é investigado por suspeita de envolvimento em crimes de estupro de vulnerável e teria feito ao menos duas vítimas, segundo as apurações.
A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), com apoio da Operação Divisas. A ação é resultado de uma investigação que começou ainda no segundo semestre de 2025 e reuniu elementos que levaram ao cumprimento da medida judicial.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado se apresentava como líder espiritual e oferecia supostos trabalhos e atendimentos religiosos. A estratégia, segundo os investigadores, era utilizada para criar vínculos de confiança com as vítimas.
Com o passar do tempo, a relação entre o suspeito e as pessoas atendidas teria se tornado mais próxima. Conforme a investigação, durante as supostas sessões espirituais, as abordagens teriam evoluído até resultar nos crimes que estão sendo apurados pelas autoridades.
Os detalhes dos fatos não foram divulgados pela polícia para preservar a identidade das vítimas e garantir o andamento das investigações.
Segundo a Polícia Civil, o homem é investigado por estupro de vulnerável envolvendo pelo menos duas vítimas. No entanto, os investigadores não descartam a possibilidade de surgirem novos relatos à medida que o caso avance.
As autoridades seguem reunindo informações e ouvindo testemunhas para esclarecer todas as circunstâncias dos crimes. A investigação também busca identificar se houve outras pessoas lesadas pelo suspeito durante o período em que ele atuava como suposto líder espiritual.
A Polícia Civil reforça que vítimas ou pessoas que tenham informações relacionadas ao caso podem procurar as autoridades para colaborar com as investigações.
O caso segue sob sigilo para proteger os envolvidos e garantir a continuidade dos trabalhos policiais.
Fonte: RBV