• 9 de junho de 2026

El Niño ‘pega pesado’ já em julho, crava NOAA; veja alterações em chuva e temperatura

NOAA divulgou na segunda-feira (8) atualização semanal que reforça o fortalecimento do El Niño nos próximos meses

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NOAA divulga atualização semanal que acompanha evolução do El Niño Foto: NOAA/Divulgação/ND Mais

A NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos) divulgou nesta segunda-feira (8) uma atualização semanal que mostra a evolução do El Niño e reforça o fortalecimento do fenômeno nos próximos meses.

O monitoramento das condições das águas da última semana indica que “as temperaturas da superfície do mar na região equatorial estão, em sua maioria, acima da média em toda a porção central e oriental do Oceano Pacífico”.

De acordo com o relatório, é provável que o El Niño se estabeleça em breve, com 82% de chance de maio a julho de 2026, e continue na chegada do próximo ano, com 96% de chance entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

Segundo a análise do Meteored, as anomalias relativas de temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 aumentaram de +0,5°C para +0,7°C na última semana. Já as anomalias absolutas alcançam +1,3°C.

O aumento das anomalias para +0,7°C na região Niño 3.4, uma das principais para o monitoramento do fenômeno, é registrado depois de semanas de aquecimento persistente no Pacífico equatorial central. A sequência de valores observados desde o início de maio indica uma tendência de aquecimento.

Temperatura da superfície do Oceano Pacífico segue aumentandoFoto: Divulgação/NASA Worldview/ND MaisTemperatura da superfície do Oceano Pacífico segue aumentandoFoto: Divulgação/NASA Worldview/ND Mais

De acordo com o Meteored, diferentes metodologias para analisar o fenômeno têm respostas diferentes para a pergunta: o El Niño já começou? A metodologia tradicional aponta que maio de 2026 pode ser considerado o primeiro mês sob condições oceânicas compatíveis com El Niño. Já a metodologia relativa indica que o marco do fenômeno deve ser alcançado em julho.

Para que se estabeleça plenamente, a resposta da atmosfera ao aquecimento observado no Oceano Pacífico também deve ser considerada. O modelo ECMWF prevê que os padrões de chuva e temperatura devem começar a responder ao El Niño a partir de julho.

Impactos do El Niño no Brasil

Veja os principais impactos do El Niño no BrasilFoto: Reprodução/BRDE/Riskline/Clima Info/ND MaisVeja os principais impactos do El Niño no BrasilFoto: Reprodução/BRDE/Riskline/Clima Info/ND Mais

No Brasil, os impactos podem ser variados: na Região Sul, há tendência de aumento de chuvas; nas regiões Norte e Nordeste, devem ser observadas condições mais secas, que podem avançar para áreas das regiões Centro-Oeste e do Sudeste a partir da primavera.

Em relação às temperaturas, no centro-norte do país, as anomalias podem chegar até 4°C nas regiões com déficit hídrico, favorecendo ondas de calor mais frequentes. Isso pode aumentar os riscos de seca e queimadas.

*Com informações do Meteored

Fonte: ND Mais

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