Pesquisadores da Epagri estudam pragas que afetam a pitaia e buscam criar espécie 100% catarinense
Pesquisa inédita quer criar pitaia 100% catarinense e mais resistente a pragasFoto: Reprodução/ND Mais
O engenheiro agrônomo, Alessandro Borini Lone, estuda a possibilidade de desenvolver uma pitaia 100% catarinense. O fruto, cultivado há aproximadamente 15 anos pelos agricultores no Litoral do estado, é originário da América Central e se adaptou relativamente bem ao clima de Santa Catarina.
Conforme o engenheiro, a pesquisa busca desenvolver uma espécie ideal para cultivo no Litoral do estado. “Esta primeira etapa de melhoramento genético é dedicada à busca por frutos de qualidade, com bom potencial de dulçor, tamanho, cor da casca e polpa e viabilidade econômica”, pontuou.
Formigas atingindo o fruto e causando prejuízoFoto: Divulgação/Epagri/ND Mais
A pesquisa de Lone é realizada em conjunto com o entomologista Marcelo Mendes de Haro, que, por sua vez, busca identificar potenciais pragas que afetam a produtividade da pitaia no estado. O trabalho dos pesquisadores é considerado pioneiro e foi viabilizado por meio da EEI (Estação Experimental da Epagri em Itajaí), após demanda dos produtores.
Haro identificou 19 potenciais pragas, entre percevejos, caracóis, besouros e formigas, que atingem o fruto. “A maior parte são percevejos porque estão presentes em outras culturas da região, principalmente grãos, que são colhidos no início do ano, na mesma época da safra da pitaia”, explicou.
Conforme o pesquisador, a única forma de combater as pragas é por meio da manipulação do ambiente e do controle biológico. Ele pontuou que cada praga atinge o pomar em um estágio diferente do desenvolvimento da planta.
Os caracóis se alimentam dos brotos, os besouros se alimentam do caule, as espécies de formiga cavam o fruto e cortam o caule e os percevejos se alimentam da seiva do fruto.
Pesquisadores visitam produtores de todo o estadoFoto: Divulgação/Epagri/ND Mais
Santa Catarina é considerada a segunda maior produtora de pitaia do país. Segundo a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), a previsão de colheita para 2026 é de 7,6 mil toneladas.
Lone e Haro uniram forças para ampliar suas pesquisas sobre os frutos. Há cerca de 10 anos, os pesquisadores realizam visitas técnicas às propriedades rurais e capacitam produtores de todo estado com técnicas de manejo sustentável.
Fonte: ND Mais