• 12 de maio de 2026

Relembre 7 marcas que foram alvo de polêmicas políticas nas redes sociais

De chocolates a produtos de limpeza, empresas acabaram no centro da polarização política e viraram alvo de disputas nas redes sociais

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Ypê entra para a lista de marcas que sofreram boicotes por disputas políticasFoto: Ypê/Divulgação

A recente polêmica envolvendo a Ypê colocou em evidência um movimento que tem se tornado frequente no Brasil: empresas e campanhas publicitárias transformadas em tema de disputas políticas nas redes sociais.

Nos últimos anos, diferentes marcas sofreram boicotes após associações com figuras públicas ou ações de marketing interpretadas como alinhadas à direita ou à esquerda. A seguir, relembre alguns episódios que ganharam repercussão nacional.

Veja marcas que sofreram boicotes por política

Ypê

A polêmica mais recente envolve a marca Ypê, que virou centro de uma disputa política após a Anvisa determinar o recolhimento e a suspensão da fabricação de alguns produtos por risco de contaminação microbiológica. A medida atingiu detergentes, lava-roupas e desinfetantes produzidos pela Química Amparo, fabricante da Ypê, após a agência identificar falhas em etapas do processo produtivo.

A decisão ultrapassou o debate sanitário e ganhou contornos políticos nas redes sociais. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a acusar a Anvisa e o governo Lula de “perseguição política” contra a empresa, resgatando doações feitas pela Ypê durante o governo Bolsonaro e criando campanhas de apoio à marca, como o movimento “Somos Todos Ypê”.

Havaianas

Em dezembro de 2025, a Havaianas foi alvo de uma campanha de boicote promovida por políticos e influenciadores após uma propaganda estrelada por Fernanda Torres. No comercial, a atriz dizia que não queria que as pessoas começassem o ano “com o pé direito”, mas “com os dois pés”.

Vídeos de consumidores destruindo sandálias viralizaram após comercial estrelado por Fernanda TorresFoto: Reprodução/ND MaisVídeos de consumidores destruindo sandálias viralizaram após comercial estrelado por Fernanda TorresFoto: Reprodução/ND Mais

A frase foi associada, por alguns usuários, a uma crítica indireta ao campo político de direita. A interpretação se espalhou nas redes sociais, com acusações de que a Havaianas estaria fazendo um posicionamento político disfarçado de publicidade. Parlamentares e influenciadores publicaram vídeos descartando chinelos da marca e incentivando consumidores a migrarem para concorrentes.

Bis

A marca Bis, da Lacta, entrou em uma disputa política nas redes sociais em 2023 após lançar uma campanha estrelada pelo influenciador Felipe Neto. O criador de conteúdo, que costuma se posicionar contra Jair Bolsonaro, apareceu como garoto-propaganda em peças publicitárias.

Felipe Neto em campanha publicitária para a marca BisFoto: Reprodução/ND MaisFelipe Neto em campanha publicitária para a marca BisFoto: Reprodução/ND Mais

A escolha do influenciador foi suficiente para provocar reações de grupos bolsonaristas, que passaram a defender boicote aos produtos da Bis e da Lacta. Na época, a hashtag #BisNuncaMais ficou entre os assuntos mais comentados do X (antigo Twitter).

Piracanjuba

A Piracanjuba também foi alvo de uma campanha de boicote em 2023, após a cantora Ivete Sangalo aparecer em uma ação publicitária da marca. A artista apoiou abertamente o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 e fez críticas ao governo Bolsonaro. O ex-presidente chegou a debochar da cantora, afirmando que ela estaria chateada por causa dos cortes na Lei Rouanet.

Ivete Sangalo em campanha para a marca PiracanjubaFoto: Divulgação/ND MaisIvete Sangalo em campanha para a marca PiracanjubaFoto: Divulgação/ND Mais

Os apoiadores da direita associaram a empresa ao posicionamento político da artista e passaram a incentivar consumidores a deixarem de comprar produtos da Piracanjuba, enquanto hashtags e publicações pedindo boicote ganharam força nas redes sociais.

Magazine Luiza

Um programa de trainee exclusivo para pessoas negra, lançado pelo Magazine Luiza em 2020, gerou debate político e jurídico nas redes sociais. De um lado, grupos da direita acusaram a empresa de cometer “racismo reverso”. Do outro, setores da esquerda defenderam a iniciativa como ação afirmativa voltada à inclusão racial no mercado de trabalho.

Em 2023, a marca foi alvo de outro boicote quando a empresária Luiza Helena Trajano apareceu em uma foto com a primeira-dama Janja Lula da Silva, em um encontro de mulheres líderes globais na ONU.

Luiza Helena Trajano e Janta em evento na ONUFoto: Reprodução/ND MaisLuiza Helena Trajano e Janta em evento na ONUFoto: Reprodução/ND Mais

Madero

Em 2020, o restaurante Madero entrou em uma grande polêmica após o fundador da rede, Junior Durski, criticar medidas de lockdown no início da pandemia da Covid-19. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o empresário afirmou que “o Brasil não pode parar por 5 ou 7 mil mortes”.

Dono da rede de restaurantes criticou medidas de lockdown no início da pandemiaFoto: Divulgação / Guilherme Pupo / Madero

Dono da rede de restaurantes criticou medidas de lockdown no início da pandemiaFoto: Divulgação / Guilherme Pupo / Madero

A declaração provocou repercussão negativa e campanhas de boicote, especialmente entre grupos ligados à esquerda. A hashtag #MaderoNuncaMais tornou-se um dos temas mais comentados no X, com usuários acusando o empresário de minimizar os impactos da pandemia em defesa da economia.

Havan

A varejista Havan passou a ser associada diretamente à direita a partir das eleições de 2018, principalmente por conta do posicionamento público do empresário Luciano Hang em apoio a Jair Bolsonaro. Ao longo dos anos seguintes, a marca virou alvo frequente de campanhas de boicote promovidas por grupos de esquerda.

Havan já foi alvo de boicote por conta do posicionamento político de Luciano Hang, apoiador de Jair BolsonaroFoto: Reprodução/ND MaisHavan já foi alvo de boicote por conta do posicionamento político de Luciano Hang, apoiador de Jair BolsonaroFoto: Reprodução/ND Mais

Durante a pandemia, em 2020, a polarização aumentou após manifestações de Luciano Hang contra medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos. O empresário também passou a participar ativamente de discussões políticos, ampliando a associação da marca ao bolsonarismo.

Fonte: ND Mais

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