Atacada dentro da própria casa por recusar um pedido de namoro, jovem convoca manifestação e alerta: "Se a gente não fala, esquecem”
Jovem esfaqueada mais de 15 vezes recusou pedido de namoro do agressorFoto: Jade/@jaderluce/Instagram
A jovem Alana Anísio Rosa, de 20 anos, se pronunciou publicamente pela primeira vez após sobreviver a uma tentativa de feminicídio em São Gonçalo (RJ). Em um vídeo nas redes sociais da mãe, ela fez um apelo por justiça e convocou a população para uma manifestação na primeira audiência.
“Porque eu sei que se não se fala, se não se posta, se não se compartilha, as coisas são facilmente esquecidas, principalmente com a justiça aqui do Brasil”, declarou.
Alana informou que a primeira audiência do caso está marcada para o dia 15 de abril de 2026, às 14h, no Fórum Regional de Alcântara em São Gonçalo (RJ) e convidou apoiadores para um ato em frente ao local.
“Eu queria chamar a todos para realizar uma manifestação […] para relembrar a todos que o que aconteceu comigo não deve e não pode ser esquecido”, disse.
A jovem esfaqueada mais de 15 vezes também destacou a exposição enfrentada por vítimas de violência. “Como a maioria das vítimas, a gente precisa abrir mão da nossa privacidade […] para cobrar justiça”, escreveu.
Em outro trecho, reforçou a sensação de insegurança: “Nós mulheres não estamos seguras na rua, no trabalho, na academia e nem na nossa própria casa”.
O crime ocorreu na noite de 6 de fevereiro, quando Alana foi atacada dentro de casa após recusar um relacionamento. O agressor, Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, de 22 anos, vizinho da vítima, invadiu o imóvel e a esfaqueou diversas vezes.
Segundo as investigações, ele vinha assediando a jovem há meses. O ataque só foi interrompido quando a mãe de Alana chegou do trabalho, ouviu os gritos, conseguiu expulsar o agressor e socorrer a filha.
Jovem esfaqueada mais de 15 vezes e o agressor Luiz Felipe SampaioFoto: Jade/@jaderluce/Instagram
O suspeito foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva.
A jovem esfaqueada mais de 15 vezes ficou quase um mês internada, passou por diversas cirurgias e recebeu alta no dia 4 de março. Atualmente, segue em recuperação em casa.
Ao se manifestar, ela reforçou o pedido por punição rigorosa ao agressor: “A sociedade não pode tolerar que mulheres sejam caladas e que o nosso ‘não’ não seja aceito”.
Fonte: ND Mais