Justiça autorizou saída de advogada argentina do país mediante caução; valor é de cerca de R$ 97 mil
Agostina Páez é acusada de injúria racialFoto: Agostina Paez/@agostinapaez/Instagram
A advogada argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial já está providenciando o pagamento de 60 salários mínimos, cerca de R$ 97 mil, para deixar o Brasil. A informação foi confirmada pela defesa após decisão da Justiça do Rio de Janeiro em entrevista exclusiva ao NDMais.
Segundo o advogado Christian Simons, a intenção é que a cliente retorne à Argentina o mais breve possível.
“A Agostina já está providenciando o pagamento da caução para poder retornar imediatamente à Argentina. Se tudo acontecer conforme o previsto, ainda hoje”, afirmou.
A Justiça autorizou a saída do país, mas condicionou a liberação ao pagamento do valor, que servirá como garantia para eventual indenização ou multa no processo.
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a argentina Agostina Páez a deixar o Brasil enquanto aguarda a sentença por injúria racial. A decisão revoga medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica, retenção de passaporte e a proibição de sair do país.
O Ministério Público pede a condenação com pagamento de 120 salários mínimos às vítimas, valor que pode chegar a cerca de R$ 200 mil.
A defesa considera o valor elevado.
“Há jurisprudência no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que fixa indenizações entre 10 e 30 salários mínimos em casos semelhantes”, disse o advogado.
Além do pagamento do caução, Agostina Páez terá que cumprir outras condições, como a manutenção de endereço e contatos atualizados e o compromisso de responder às intimações judiciais.
Após o depósito, a Justiça deve autorizar a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica.
A defesa também afirmou que, em caso de eventual condenação, a pena deverá ser cumprida no país vizinho. Segundo o advogado Christian Simons, a cliente “nunca buscou se furtar das consequências de seus atos” e deverá cumprir integralmente a decisão em seu país de origem, conforme tratado firmado entre Brasil e Argentina.
Agostina PaezFoto: Agostina Paez/@agostinapaez/Instagram
A advogada é acusada de injúria racial após um episódio ocorrido em janeiro, em um bar de Ipanema, na zona sul do Rio.
Segundo a investigação, ela teria se referido de forma pejorativa a um funcionário utilizando a palavra “negro” e, em seguida, repetido ofensas com o termo “mono”, que significa “macaco” em espanhol.
Ainda de acordo com o Ministério Público, ela também teria imitado gestos e sons do animal, o que foi interpretado como ofensa de cunho racista contra trabalhadores do local.
Fonte: ND Mais