Alta do diesel, frete defasado e pressão por redução de impostos estão entre as principais queixas da categoria, que já fala em paralisação nacional
O que querem os caminhoneiros? A principal insatisfação é com o preço do dieselFoto: Reprodução/ND Mais
A mobilização de caminhoneiros ganhou força em diferentes regiões do país e já levanta o risco de uma nova paralisação nacional. Em estados como Santa Catarina, a orientação é para que motoristas não realizem novos carregamentos, como forma de pressão.
A decisão pela possível greve foi reforçada após uma assembleia organizada pelo Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros de Santos), em Santos (SP), que reuniu lideranças de estados como São Paulo, Paraná e Goiás.
O presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, confirmou que o aval para a paralisação já foi dado: “A conta não fecha. Com os altos custos do combustível, é uma luta pela sobrevivência”, afirmou.
Diferente de paralisações anteriores, marcadas por pautas políticas, o foco atual é econômico. A principal insatisfação é com o preço do diesel, que disparou nas últimas semanas.
Segundo lideranças do setor, o combustível já acumula alta de quase 19% desde o fim de fevereiro, pressionado pela instabilidade global e por conflitos internacionais envolvendo países como Estados Unidos, Israel e Irã.
O diesel é o principal custo do transporte rodoviário e impacta diretamente o valor do frete, que, segundo a categoria, não acompanha esse aumento.
O que querem os caminhoneiros? Ajuste no valor do frete está entre os motivos de cruzar os braçosFoto: Valter Campanato/Agência Brasil/ND Mais
Entre as principais reivindicações estão:
De acordo com entidades, muitos caminhoneiros já reduziram o ritmo ou deixaram os veículos parados por inviabilidade financeira.
Entidades como a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) e a própria Abrava orientam que os motoristas evitem bloqueios de rodovias.
O que querem os caminhoneiros? A greve dos caminhoneiros 2026 ganhou força após uma assembleia em Santos (SP)Foto: Reprodução/ND Mais
A recomendação é que os profissionais permaneçam em casa ou parados em postos e pátios, como forma de protesto, evitando multas e confrontos.
A categoria afirma que a paralisação é uma medida extrema, mas necessária diante da falta de avanço nas negociações com governos estaduais e federal.
Fonte: ND Mais