• 10 de março de 2026

Governo federal confirma primeiro caso de Mpox em SC em 2026, mas estado nega

Ministério da Saúde aponta um registro confirmado e dois prováveis no estado; Diretoria de Vigilância Epidemiológica contesta dados e afirma que notificações seguem em investigação

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Ministério da Saúde confirma caso de Mpox em SCFoto: Reprodução/ND

Santa Catarina pode ter o primeiro caso confirmado de Mpox em 2026. Segundo o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, até a segunda-feira (9), o Estado possuía um caso confirmado, dois prováveis e 16 suspeitos.

Apesar dos dados do órgão federal, a DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) afirmou ao ND Mais a inexistência de registros confirmados até o momento. “Não há caso autóctone confirmado. Foram notificados 20 casos suspeitos no estado, dos quais dez foram descartados, um foi classificado como provável e nove permanecem em investigação”, informou o órgão.

O caso confirmado seria de uma pessoa que não reside no estado. Em fevereiro, a SES (Secretaria de Estado da Saúde) estabeleceu um Plano de Contingência para monitoramento ativo. Segundo o governo federal, em 2025, o estado registrou 87 casos confirmados e nenhuma morte.

Perfil epidemiológico e o cenário do caso de Mpox em SC

Secretaria de Estado da Saúde nega caso de Mpox em SCSecretaria de Estado da Saúde nega caso de Mpox em SCFoto: Divulgação/ND

O painel de monitoramento detalha que os três registros (entre confirmados e prováveis) em Santa Catarina referem-se a homens brancos, cisgêneros e homossexuais, com idade média de 34 anos. Dois destes casos são de Florianópolis.

No Brasil, já foram confirmados 140 casos em 2026, com maior concentração em São Paulo (91), Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

A Mpox é uma doença zoonótica viral causada pelo vírus monkeypox. A transmissão ocorre pelo contato próximo com lesões cutâneas, fluidos corporais ou materiais contaminados, cessando apenas após o desaparecimento das crostas das lesões.

Principais sintomas da doença:

  • Erupções ou bolhas na pele;
  • Febre e dor de cabeça;
  • Dor muscular e cansaço;
  • Aumento dos gânglios (ínguas).

Estratégia de vacinação contra a Mpox

Vacinação pós-exposição com caso de Mpox em SC é priorizadaVacinação pós-exposição com caso de Mpox em SC é priorizadaFoto: Divulgação/Dive-SC/ND

A vacinação prioriza pessoas com maior risco de evolução para formas graves, seguindo critérios técnicos:

Pré-exposição:

  • Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA): idade igual ou superior a 18 anos e contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.
  • Profissionais de laboratório: pessoas de 18 a 49 anos que trabalham diretamente com Orthopoxvirus em laboratórios de nível de biossegurança 2 (NB-2).

Pós-exposição:

  • Contatos de risco: pessoas que tiveram contato direto de alto ou médio risco com fluidos e secreções de casos suspeitos, prováveis ou confirmados, mediante avaliação da vigilância local.

Fonte: ND Mais

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