Fenômeno poderá ser observado no Brasil apenas no formato parcial, com melhor visibilidade em estados do Norte e Oeste
Eclipse lunar parcial observado no horizonte oeste durante o amanhecer no BrasilFoto: Freepik/ND Mais
O eclipse lunar, também conhecido como Lua de Sangue, será visível de forma parcial em seis estados brasileiros na manhã desta terça-feira (3), mas o país não acompanhará a fase total do eclipse lunar.
O fenômeno ocorrerá no início da manhã, próximo ao amanhecer, quando a Lua estará baixa no horizonte oeste. A fase da totalidade, momento em que o satélite fica completamente imerso na sombra da Terra, acontecerá após a Lua já ter se posto em todo o território nacional.
Segundo projeções do site especializado em astronomia Time and date e informações do Observatório Nacional, a observação parcial será possível principalmente em áreas do extremo Norte e Oeste do país.
Os estados com melhor visibilidade do eclipse parcial são:
Nessas regiões, o obscurecimento do disco lunar poderá chegar a cerca de 96%, índice próximo da totalidade, mas ainda classificado como eclipse parcial.
Além disso, nos estados do Leste e parte do Nordeste, como Alagoas e áreas do litoral, a visibilidade será restrita à fase penumbral ou poderá ser inexistente devido ao horário do nascer do Sol.
De acordo com a Nasa, o fenômeno seguirá os seguintes horários (horário de Brasília):
No Brasil, apenas as fases penumbral e parte da parcial serão visíveis. A totalidade ocorrerá quando a Lua já estiver abaixo do horizonte.
O céu costuma ser presenteado com uma Lua vermelha em toda Lua de Sangue, também conhecido como eclipse lunar totalFoto: Canva/ND Mais
O eclipse lunar total ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Durante a totalidade, a luz solar filtrada pela atmosfera terrestre deixa a Lua com coloração avermelhada, fenômeno conhecido como Lua de Sangue.
Apesar da expectativa global, o Brasil não voltará a observar um eclipse total da Lua com todas as fases visíveis até junho de 2029, segundo o Observatório Nacional.
A visibilidade do fenômeno dependerá das condições meteorológicas em cada região. A observação pode ser feita a olho nu, sem necessidade de equipamentos especiais.
Fonte: ND Mais