• 17 de fevereiro de 2026

Porto Alegre confirma 1º caso de mpox em 2026 e faz alerta no Carnaval: ‘Evitar contato’

Conhecida como "varíola dos macacos", a mpox provoca erupções na pele e é transmitida pelo contato com feridas e saliva da pessoa infectada

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Sem beijo no Carnaval: pessoas infectadas com mpox podem transmitir vírus pela salivaFoto: Reprodução/Agência Brasil/SBPM/ND Mais

A Vigilância Epidemiológica confirmou o primeiro caso de mpox em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 2026. A prefeitura alertou foliões a se prevenirem para evitar a infecção pelo vírus durante o Carnaval.

O paciente é um morador de Porto Alegre que contraiu a doença fora do Rio Grande do Sul, segundo a Vigilância Epidemiológica municipal. Em 2025, foram confirmados 11 casos na capital gaúcha.

“Quem vai festejar o Carnaval deve examinar sua pele e observar a presença de erupções, bolhas ou feridas, especialmente na área genital, boca, mãos e pés antes de sair”, ressalta a enfermeira Raquel Carboneiro, gerente em exercício da Vigilância Epidemiológica.

Beijo no Carnaval pode transmitir mpox?

Também conhecida como monkeypox ou varíola dos macacos, a doença é causada pelo vírus mpox (MPXV), pertencente ao mesmo gênero do vírus da varíola. O vírus foi descoberto em 1958, quando pesquisadores da Dinamarca investigavam um surto infeccioso em macacos oriundos da África.

Erupções cutâneas são sintomas característicos da mpox, também chamada de “varíola dos macacos”Foto: Reprodução/NDErupções cutâneas são sintomas característicos da mpox, também chamada de “varíola dos macacos”Foto: Reprodução/ND

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão pode ocorrer de três formas:

  • Pessoa infectada
  • Materiais contaminados com o vírus
  • Animais silvestres (roedores) infectados

A doença é transmitida sobretudo pelo contato direto com uma pessoa infectada, por meio de pus ou sangue das lesões na pele. O vírus também é transmitido por meio da saliva, em razão de feridas na boca.

A transmissão por meio de gotículas e outras secreções respiratórias requer exposição próxima e prolongada. Isso significa que familiares, parceiros íntimos e profissionais da saúde correm maior risco de contaminação.

Lesões e ínguas: saiba identificar os sintomas da mpox

Os principais sintomas da doença incluem:

  • febre
  • dor de cabeça
  • dores musculares
  • fraqueza
  • gânglios inchados (ínguas)
  • lesões e erupções na pele

Em caso de suspeita, é importante procurar atendimento em uma unidade de saúde, usar máscara e manter as lesões cobertas. O período de incubação varia de três a 21 dias, com média entre dez e 16 dias.

Porto Alegre registrou 11 casos confirmados de mpox em 2025Foto: Getty Images/Reprodução/NDPorto Alegre registrou 11 casos confirmados de mpox em 2025Foto: Getty Images/Reprodução/ND

“Pessoas com sintomas não devem frequentar blocos nem manter contato sexual ou íntimo”, alerta a Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre. “A orientação é manter atenção aos sinais após o feriado”.

Prevenção antes da folia: veja 4 cuidados básicos para evitar a mpox

Veja as principais recomendações da Vigilância Epidemiológica após a confirmação do caso de mpox em Porto Alegre:

  • Evitar contato: o contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem lesões suspeitas na pele pode colocar a saúde em risco;
  • Higienizar as mãos: utilizar álcool em gel 70% com frequência, especialmente após tocar superfícies em locais públicos, usar transporte coletivo ou interagir com outras pessoas;
  • Evitar o compartilhamento de objetos: não dividir copos, talheres, garrafas, cigarros, roupas ou toalhas;
  • Usar máscaras: as máscaras podem oferecer proteção adicional, em aglomerações muito densas, principalmente se houver circulação ativa do vírus.

Fonte: ND Mais

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