• 3 de fevereiro de 2026

Preço dos combustíveis sobe mais uma vez e o efeito vai parar na mesa do brasileiro

Mesmo com corte anunciado pela Petrobras, o alívio no preço dos combustíveis ainda não chegou às bombas dos postos

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A Petrobras reduz o preço dos combustíveis para as distribuidoras, mas ainda não chegou à mesa dos brasileirosFoto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Reprodução/ND

O preço dos combustíveis começou 2026 com pressão no bolso — e, como sempre, o impacto não para no tanque. Segundo levantamento da ValeCard com base em transações entre 1º e 26 de janeiro em postos credenciados, houve alta generalizada no período, com destaque para o etanol e reajustes também na gasolina e no diesel.

Na média nacional, a gasolina comum passou de R$ 6,379 (dez/2025) para R$ 6,483 (jan/2026), variação de +1,63%. Já o etanol hidratado teve o maior avanço no consolidado, com +3,46%, e o diesel S-10 subiu +0,56%.

O recorte regional chama atenção: no Nordeste, por exemplo, o etanol registrou uma das maiores pressões, com caso emblemático no Rio Grande do Norte, onde a variação chegou a +12,91% no período de dezembro de 2024 comparado com janeiro de 2026. E quando combustível sobe, a economia inteira sente: do frete ao supermercado, especialmente em um país que depende fortemente do transporte rodoviário para mover alimentos e insumos.

E a Petrobrás em meio ao preço dos combustíveis?

A dúvida do consumidor é imediata: “Mas a Petrobras não anunciou redução no preço dos combustíveis?” Anunciou — e esse é justamente o ponto que ajuda a explicar por que a queda nem sempre aparece de forma instantânea na bomba.

No fim de janeiro, a Petrobras comunicou a redução do preço de venda da gasolina A para as distribuidoras, e também de diesel A, mas o repasse ao consumidor depende de uma cadeia de fatores: giro de estoques, margens de revenda, mistura obrigatória (como o etanol anidro na gasolina) e a estrutura tributária estadual.

Setor dos alimentos deve sentir alta no preço dos combustíveisFoto: Reprodução/Pixels/NDSetor dos alimentos deve sentir alta no preço dos combustíveisFoto: Reprodução/Pixels/ND

Além disso, o próprio mercado aponta componentes sazonais e tributários pressionando a formação de preço dos combustíveis, como o ICMS e efeitos de período de entressafra em parte do abastecimento do etanol, que influencia diretamente os valores praticados.

No fim, o cenário é simples e duro: combustível em alta vira inflação “invisível” no dia a dia — porque chega na comida, no transporte, nos serviços e no custo de vida. E quando o repasse demora, a sensação do consumidor é a de sempre: a subida é rápida; o alívio, lento.

Fonte: ND Mais

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