A versão em pílula é do medicamento Wegovy, ampliando o acesso para tratamentos de emagrecimento e obesidade
Foto: Agência Brasil
Os Estados Unidos deram um novo passo no mercado de medicamentos para emagrecimento ao lançar, no início de 2026, uma versão em comprimido das chamadas canetas emagrecedoras. Esses fármacos se tornaram um verdadeiro fenômeno recente no país e em diversas partes do mundo, impulsionados pela promessa de perda de peso rápida e expressiva. Entre os mais conhecidos estão Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que ganharam destaque nos últimos meses.
Embora tenham ficado populares principalmente pelo efeito no emagrecimento, esses medicamentos foram criados originalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Eles atuam diretamente no controle do apetite e do metabolismo, ajudando a regular a ingestão de alimentos e a resposta do organismo à glicose.
Agora, esse segmento entra em uma nova etapa com a chegada ao mercado norte-americano da versão oral do Wegovy, desenvolvido pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. A principal inovação está no formato: o medicamento deixa de ser aplicado por meio de injeções semanais e passa a ser comercializado em comprimidos, o que representa uma mudança significativa na forma de uso.
Esse é o primeiro remédio da classe dos agonistas do GLP-1 voltado especificamente para o emagrecimento a ser disponibilizado em pílula nos Estados Unidos. O princípio ativo permanece o mesmo: a semaglutida, substância que imita a ação de um hormônio produzido no intestino, responsável por aumentar a sensação de saciedade, reduzir a fome e contribuir para a perda de peso de forma progressiva ao longo do tratamento.
Segundo a empresa, o novo formato tem como principal objetivo ampliar o acesso ao tratamento contra a obesidade, especialmente entre pacientes que têm receio de agulhas ou dificuldade de aderir a terapias injetáveis. A versão em comprimido é indicada para adultos com obesidade ou com sobrepeso associado a outras condições de saúde, como doenças cardiovasculares. Além disso, o medicamento também recebeu aprovação para reduzir o risco de eventos graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), em pessoas com histórico cardíaco.
A distribuição da pílula emagrecedora começou na última segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, apenas duas semanas após a liberação da agência reguladora dos Estados Unidos, a FDA. A dose inicial, de 1,5 miligrama, já está disponível em mais de 70 mil farmácias físicas, além de plataformas de telemedicina em todo o país. As dosagens mais altas serão liberadas gradualmente ao longo da primeira semana de comercialização.
Os preços variam de acordo com a dosagem e a forma de pagamento. Para quem arca com o custo integral, a dose inicial sai por US$ 149 mensais, enquanto outras versões podem custar US$ 199 ou US$ 299 por mês. Já pacientes que contam com planos de saúde podem pagar valores significativamente menores, a partir de US$ 25, conforme o tipo de cobertura contratada.
Apesar do lançamento nos Estados Unidos, a Novo Nordisk ainda não informou quando a versão em pílula do medicamento chegará ao Brasil ou a outros mercados internacionais.
Fonte: RBV