Governador de Santa Catarina disse que o presidente venezuelano "quebrou o país e perseguiu adversários"; delegado-geral da Polícia Civil de SC também se manifestou
Jorginho Mello, governador de SC, comemora prisão de Maduro, presidente da Venezuela Foto: Divulgação/ND Mais
Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, comemorou a prisão de Nicolás Maduro. Em publicação nas redes sociais neste domingo (4), ele disse que o presidente da Venezuela “teve o fim que merecia”.
“Doze anos no poder. Quebrou o país. Perseguiu adversários através do Judiciário para dar verniz de legalidade aos próprios abusos. Fraudou eleições. Teve o fim que merecia. Falo de Maduro…”, declarou o governador.
O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, também se posicionou sobre o caso. Em publicação feita no sábado, ele celebrou a “queda de um ditador”.
“A pior democracia é muito melhor que as piores ditaduras. Nada como poder tirar, de 4 em 4 anos, os que estão fazendo um péssimo trabalho. Hoje é um dia histórico. Caiu um ditador Chavista”, declarou Ulisses.
Ulisses Gabriel, delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, celebra prisão do presidente venezuelano e afirma que “caiu um ditador”Foto: Diogo de Souza/ND Mais
O delegado também afirmou que Hugo Chávez, falecido presidente venezuelano, foi “responsável por atropelar diversas instituições democráticas”. Seu legado, o “Chavismo”, foi seguido por Maduro.
“O “Chavismo”, que atualmente era chefiado por Nicolas Maduro, é uma autocracia, que segundo o dicionário é o poder absoluto de um monarca, mas também pode ser sinônimo de ditadura, tiraria ou despotismo. Hoje caiu uma das ditaduras mundiais”, concluiu o delegado.
A Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) informou que acompanha com atenção o desenrolar da crise política no país vizinho. A entidade avalia que ainda é prematuro apontar impactos diretos na indústria catarinense, já que o comércio bilateral com a Venezuela é pouco representativo.
Após prisão de Maduro, Fiesc avalia impactos em Santa Catarina da crise da Venezuela Foto: Divulgação/Fiesc/ND Mais
De acordo com dados da Fiesc, o comércio entre Santa Catarina e a Venezuela respondeu por apenas 0,24% das exportações e 0,12% das importações do estado em 2025, reduzindo o risco de impactos econômicos diretos para a indústria catarinense.
Contudo, a entidade afirma haver preocupação para impactos na questão migratória. Dados da Operação Acolhida indicam que 27,2 mil venezuelanos foram interiorizados para Santa Catarina entre abril de 2018 e janeiro de 2024, número que colocou o estado entre os principais destinos desse fluxo migratório no país.
Fonte: ND Mais