• 7 de novembro de 2025

FOTOS: Brasil lança 1º foguete comercial e entra no mercado global de voos espaciais

Missão inédita na Base de Alcântara levará mensagens de alunos da rede pública do Maranhão ao espaço neste mês

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oguete comercial de 20 toneladas foi produzido pela startup sul-coreana InnospaceFoto: Divulgação/ND

O Brasil entra para o mercado global de voos espaciais com seu primeiro lançamento comercial. O foguete sul-coreano HANBIT-Nano, da empresa Innospace, será enviado à órbita da Terra às 15h do dia 22 de novembro, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.

A Operação Spaceward é conduzida pela FAB (Força Aérea Brasileira), em parceria com a AEB (Agência Espacial Brasileira). A startup sul-coreana Innospace foi selecionada por meio do edital público lançado pela agência em 2020.

Para o tenente-brigadeiro do Ar Ricardo Augusto Fonseca Neubert, diretor-geral do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), o lançamento do primeiro foguete comercial fortalece a soberania do Brasil no setor e promove maior investimento.

“Lançar um veículo estrangeiro aqui no Brasil mostra ao mundo que nós temos infraestrutura, conhecimento e autonomia para operar em um dos segmentos mais estratégicos da atualidade”, considera.

O foguete comercial levará cinco satélites e três experimentos desenvolvidos por universidades e empresas do Brasil e da Índia, com foco em educação, comunicação, coleta de dados ambientais e teste de tecnologias espaciais.

Satélite FloripaSat-2B é 100% nacional, com antenas projetadas no laboratório da UFSCFoto: Divulgação/NDSatélite FloripaSat-2B é 100% nacional, com antenas projetadas no laboratório da UFSCFoto: Divulgação/ND

Os satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B, criados pelo SpaceLab da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), devem validar em órbita as tecnologias desenvolvidas pelo laboratório. O objetivo é consolidar a plataforma FloripaSat-2 como base para futuras missões espaciais.

Eduardo Bezerra, coordenador do SpaceLab, avalia que a missão representa um marco histórico para a UFSC.

“Do ponto de vista tecnológico, demonstra a capacidade do país de desenvolver e testar soluções inovadoras no espaço. Do ponto de vista institucional e educacional, é um orgulho ver o trabalho de estudantes integrando uma missão pioneira que reforça o protagonismo do Brasil no cenário espacial”, afirma o pesquisador.

Do Maranhão ao espaço: conheça o foguete comercial que protagoniza missão inédita

Produzido pela Innospace, o HANBIT-Nano é um foguete de dois estágios com propulsão híbrida, tecnologia considerada mais limpa e segura por combinar combustível sólido e oxidante líquido.

O modelo tem 21,9 metros de comprimento, 1,4 metro de diâmetro e massa total de quase 20 toneladas, segundo a AEB. O veículo é capaz de transportar até 90 quilos de carga útil.

O lançamento será feito a partir da Base de Alcântara, escolhida por sua posição geográfica privilegiada próxima à linha do Equador, que reduz custos e aumenta a eficiência das missões espaciais.

‘Garrafa ao mar’: foguete comercial levará mensagens de alunos brasileiros ao espaço

A bordo do foguete comercial, o satélite educacional PION-BR2 | Cientistas de Alcântara levará mensagens de alunos da rede pública local ao espaço. O equipamento foi desenvolvido pela UFMA (Universidade Federal do Maranhão) em parceria com a AEB, a startup PION e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

Satélite vai levar mensagens de alunos da rede pública ao espaçoIniciativa da UFMA traz comunidades tradicionais ao lançamento do primeiro foguete comercial do BrasilFoto: Divulgação/ND

A iniciativa é inspirada na metáfora da tradicional “garrafa ao mar” e busca aproximar as comunidades quilombolas de Alcântara das atividades espaciais.

“Essa missão demonstra como ciência, cultura e educação podem caminhar juntas, conectando tecnologias estratégicas às comunidades tradicionais. Ver jovens de Alcântara participando diretamente da integração do satélite é um marco histórico e reforça o protagonismo local neste momento único para o país”, destaca o professor da UFMA, Alex Oliveira Barradas Filho.

Fonte: ND Mais

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