• 13 de agosto de 2025

Projeto sobre armas de autoria de senador na mira de Moraes é aprovado em comissão

Proposta de Marcos do Val passa por Comissão de Segurança Pública (CSP) e segue para Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

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Projeto sobre apreensão de armas do senador Marcos do Val (Podemos-ES) foi aprovado na Comissão de Segurança Pública nesta terça

O projeto de lei do senador Marcos do Val (Podemos-ES), que usa tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça, sobre pagamento a policiais que realizarem apreensão de armas de fogo ilegais foi aprovado na Comissão de Segurança Pública nesta terça-feira (12). O relatório de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aprovado de forma simbólica, sem necessidade de votação nominal.

“Quero parabenizar o senador Marcos do Val pela autoria deste projeto que pretende garantir a remuneração aos policiais que apreenderem armas de fogo ilegais”, afirmou Flávio durante a sessão do colegiado.

Apreensão de armas de fogo ilegais

Apresentado em fevereiro de 2023, o projeto de lei que remunera policiais pela apreensão de armas de fogo ainda precisa passar pela Comissão de Assuntos Econômicos antes de chegar ao Senado. No entanto, não será preciso a discussão em Plenário, a não ser que nove parlamentares se organizem para pedir a deliberação com a possibilidade de todos os senadores opinarem sobre o PL que trata da recompensa a agentes de segurança pela apreensão de armas de fogo.

A proposta sobre remuneração por cada apreensão de arma de fogo se resume a inclusão de um inciso na Lei nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018, que trata sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), entre outros assuntos. Caso a mudança seja aprovada nas duas Casas e sancionada pelo presidente da República, a redação que trata da destinação do FNSP será acrescida do seguinte trecho:

“Recompensa a policial que, em serviço, apreender arma de fogo ilegais proveniente de crime, em valor a ser fixado pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal.”

Atualmente, a Lei prevê a liberação de recursos do fundo para:

  • construção, reforma, ampliação e modernização de unidades policiais, periciais, de corpos de bombeiros militares e de guardas municipais;
  • aquisição de materiais, de equipamentos e de veículos imprescindíveis ao funcionamento da segurança pública;
  • tecnologia e sistemas de informações e de estatísticas de segurança pública;
  • inteligência, investigação, perícia e policiamento;
  • programas e projetos de prevenção ao delito e à violência, incluídos os programas de polícia comunitária e de perícia móvel;
  • capacitação de profissionais da segurança pública e de perícia técnico-científica;
  • integração de sistemas, base de dados, pesquisa, monitoramento e avaliação de programas de segurança pública;
  • atividades preventivas destinadas à redução dos índices de criminalidade;
  • serviço de recebimento de denúncias, com garantia de sigilo para o usuário;
  • premiação em dinheiro por informações que auxiliem na elucidação de crimes, a ser regulamentada em ato do Poder Executivo federal; e
  • ações de custeio relacionadas com a cooperação federativa de que trata a Lei nº 11.473, de 10 de maio de 2007.
  • ações de enfrentamento da violência contra a mulher

Assim, a remuneração a policiais que conseguirem a apreensão de armas de fogo ilegais também entrará no rol de destinação de recursos do FNSP. O valor a ser repassado aos agentes de segurança ficará a cargo de cada ente federativo.

“Os objetivos são reduzir o número de armas de fogo nas mãos dos criminosos, estimular o combate ao tráfico de armas de fogo, incentivar os agentes de segurança pública a apreender armas de fogo ilegais e valorizar os profissionais de segurança pública’, consta na justificação do projeto sobre apreensão de armas de fogo ilegais de autoria de Marcos do Val.

apreensão de armasSenador Marcos do Val (Podemos-ES) participou da sessão do Plenário, mas não foi à comissão que aprovou seu projeto de remuneração por apreensão de armas ilegais – Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Marcos do Val na mira de Alexandre de Moraes

Em razão de descumprimento de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Marcos do Val anda com uma tornozeleira eletrônica. Em julho, o senador investigado por participação nos atos de 8 de janeiro questionou a Suprema Corte se poderia realizar uma viagem aos Estados Unidos. Mesmo com a negativa de Alexandre de Moraes, Marcos do Val embarcou aos EUA e foi punido com medidas mais restritivas em sua volta.

Apesar de precisar cumprir horários específicos, o senador ainda pode comparecer ao Congresso Nacional para participar das discussões. No entanto, nesta terça-feira (12), o parlamentar se ausentou da aprovação do projeto de sua autoria na CSP que trata de apreensão de armas ilegais.

Na última quarta-feira (6), diversos senadores se manifestaram a favor da manutenção do mandato de Marcos do Val e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, o senador mostrou a tornozeleira e manteve a boca selada com esparadrapo.

“O time que está aqui não aceita nenhum acordo que coloque em risco o mandato do senador Marcos do Val”, afirmou Damares Alves. “O que temos aqui é uma série de violações de direitos humanos. Não é condenado, não é denunciado e está usando uma tornozeleira que um pedófilo usa, que um assassino usa, que um bandido usa.”

Senadores defendem Marcos do Val – Foto: Assessoria Damares AlvesSenadores defendem Marcos do Val – Foto: Assessoria Damares Alves

Fonte: ND Mais

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