Exposição solar excessiva, comum no campo e na praia, é o principal fator de risco
A região Sul do Brasil apresenta uma taxa de incidência de câncer de pele acima da média nacional, conforme dados do Inca. São registrados 150 casos a cada 100 mil habitantes, com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A doença, um tumor maligno causado pela multiplicação desordenada das células da pele, tem alta chance de cura se detectada precocemente.
Trabalhar no campo ou passar férias na praia expõe as pessoas à radiação solar, um dos principais fatores de risco. Protetor solar e atenção aos sinais de alerta são fundamentais para prevenir o câncer de pele.
A dermatologista Jessica Carine Noronha Araújo recomenda evitar o sol entre 10h e 16h, período de maior intensidade dos raios UV.
Para trabalhadores rurais, ela orienta usar chapéus de abas largas, roupas de manga longa e buscar sombra sempre que possível.
Na praia, barracas de tecido com filtro UV são indicadas, além das roupas protetoras.
O protetor solar, com FPS 30 ou superior, deve ser reaplicado a cada duas horas, principalmente após nadar ou transpirar.
Segundo dermatologistas, os erros mais comuns incluem aplicar pouco produto e esquecer áreas como orelhas, pescoço e dorso das mãos. Além disso, muitas pessoas ignoram o uso do protetor em dias nublados, o que reduz a eficácia na prevenção.
Alterações em pintas, surgimento de novos sinais ou lesões com bordas irregulares podem ser sinais de melanoma ( câncer de pele).
A dermatologista reforça a importância de consultas regulares e da autoavaliação da pele para detectar mudanças precoces.
O método ABCDE ajuda a identificar características suspeitas em lesões:
Detectar alterações precocemente é essencial, pois o melanoma tem altas taxas de cura nos estágios iniciais. Consultas frequentes ao dermatologista aumentam as chances de diagnóstico precoce e tratamento eficaz.
Fonte: RBV Notícias