Confira os capítulos da suspensão do X no Brasil
A rede social X informou que está em negociações com o governo brasileiro para retornar ao ar. A plataforma foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de agosto. A decisão do STF permanece até que o X pague multas e indique um representante legal no país.
Apesar do bloqueio, alguns usuários conseguiram acessar a plataforma recentemente. Isso ocorreu porque a empresa alterou seus servidores, dificultando o bloqueio pelas operadoras de internet.
Após o “truque” que fez o X voltar para brasileiros, Alexandre de Moraes decidiu multar a rede social em R$ 5 milhões por dia.
A multa já está valendo. E se aplica também à Starlink – empresa de tecnologia também vinculada ao bilionário Elon Musk, e que teve recursos bloqueados no início do mês para bancar multas aplicadas ao X.
O X declarou que a volta do acesso foi “involuntária” e temporária. A empresa reafirmou seu compromisso em resolver a situação, buscando um retorno definitivo ao Brasil.
As conversas com o governo ainda estão em andamento, mas a plataforma não forneceu detalhes sobre as negociações. O X enfrenta um cenário complicado, após descumprir ordens judiciais.
Desde a suspensão, o X destacou que sua infraestrutura para a América Latina ficou inacessível. Mudanças nos provedores de rede permitiram que alguns brasileiros acessassem a plataforma novamente.
O cenário continua em evolução, e o X aguarda orientações do governo brasileiro. Enquanto isso, usuários relatam acesso intermitente ao serviço, o que levanta questões sobre a eficácia do bloqueio.
“A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informa que, ao longo do dia 18/9, constatou que a rede social X estava acessível a usuários, em desrespeito à decisão judicial proferida pelo Supremo Tribunal Federal.
Com o apoio ativo das prestadoras de telecomunicações e da empresa Cloudfare, foi possível identificar mecanismo que, espera-se, assegure o cumprimento da determinação, com o restabelecimento do bloqueio.
A conduta da rede X demonstra intenção deliberada de descumprir a ordem do STF. Eventuais novas tentativas de burla ao bloqueio merecerão da Agência as providências cabíveis”
Fonte: RBV