Prazo dado por Alexandre de Moraes, ministro do STF para explicações de Bolsonaro foi de 48 horas na última segunda (25)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem até esta quarta-feira (27) para se explicar sobre ter passado duas noites na embaixada da Hungria, em Brasília.
O prazo dado por Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) foi de 48 horas. As informações são do jornal o Globo. Até esta terça à noite, a defesa do ex-presidente ainda não havia se manifestado.
A PF (Polícia Federal) vai investigar qual a intenção do ex-presidente em passar dois dias no local, após ter tido o passaporte apreendido durante a Operação Veritas, que apurava uma tentativa de golpe de Estado.
Ele chegou ao local dia 12 de fevereiro e saiu no dia 14.

Passagem pelo local
A passagem dele pelo local começou uma hora depois de ele convocar apoiadores para a manifestação que ocorreu em 25 de fevereiro na Avenida Paulista.
Imagens de câmera de segurança da embaixada obtidas pelo jornal norte-americano “The New York Times”.
Alvo de investigações por desvio de joias do acervo presidencial, suposta trama contra o governo e fraude em cartões de vacina, Bolsonaro não poderia ser preso dentro de uma embaixada estrangeira.
Os prédios consulares são protegidos por convenções internacionais e não estão ao alcance das autoridades do país.

Após o New York Times revelar que o ex-presidente ficou na embaixada, ele se manifestou dizendo que costuma comparecer a embaixadas pelo país.
Segundo os advogados do ex-presidente brasileiro, a hospedagem foi para “manter contato com autoridades do país amigo”.
Relacionamento próximo
Jair Bolsonaro e o premier húngaro, Viktor Orbán, mantêm um relacionamento próximo há anos. O ex-presidente brasileiro chegou a chamar Orbán de “irmão” durante uma visita à Hungria, em 2022.
Também naquele ano, o ministro das Relações Exteriores húngaro perguntou a um funcionário do governo brasileiro se o país poderia fazer algo para ajudar a reeleger o então presidente.
Fonte: ND Mais