Após o segundo caso de gripe aviária identificado em Santa Catarina em 2023, a Cidasc (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) reforça cuidados de biossegurança aos produdores locais.
A presidente da companhia, a médica veterinária Celles Regina de Matos, esclarece que todo o Estado está mobilizado. Os veterinários da Cidasc seguem fazendo monitoramento a partir da propriedade de Maracajá, no Sul catarinense, onde foi identificado o último caso da doença.
“Foi feita a depopulação na propriedade em foco e equipes formadas estão no entorno, a dez quilômetros do raio. Eles estão verificando nas propriedades se há mais aves com sintomas clínicos ou, emcaso não haja, fazendo também a educação sanitária para que os produtores saibam como evitar a doença”, ressalta a presidente.
O caso de gripe aviária foi confirmado no último sábado (17). A Secretaria de Estado da Agricultura e a Cidasc ressaltam que o foco identificado não compromete a condição sanitária do Estado de Santa Catarina e do país, pois a produção comercial de aves continua livre da doença.
Celles Regina destaca que, imediatamente, foi acionado o comitê agrícola do Estado, com representantes da Cidasc, do Ministério da Agricultura, da Defesa Civil, das agroindústrias.
A médica veterinária informa que os sintomas clínicos são respiratórios e nervosos. Os primeiros podem ser percebidos por secreções em cima do bico, além de olhos e barbela inchados. Já os sintomas nervosos incluem andar cambaleante, pescoço torcido e as aves andam em círculos.
Principais cuidados
Celles Regina de Matos lembra, ainda, que após uma nota técnica proibindo eventos agropecuários com aves emitida pelo governo catarinense, o Ministério da Agricultura também seguiu o mesmo sistema e determinou a proibição para todos os Estados do Brasil.
“Todos fazemos as melhores práticas. Somos profissionais na criança de aves em Santa Catarina. Nosso Estado é referência. A hora de cuidar da saúde delas é agora”, destaca a presidente.
Casos suspeitos de gripe aviária podem ser relatados por meio de telefone como 0800, 643, 9300. Os produtores também podem procurar os escritórios locais da Cidasc ou as secretarias de agricultura municipais para relatar as suspeitas.
Fonte: ND Mais